Existe uma razão científica para você se sentir diferente ao caminhar em meio à natureza. Ambientes naturais reduzem a sobrecarga sensorial típica das cidades. Sons artificiais, tráfego, telas e construções criam estímulos intensos e constantes. Já a natureza apresenta estímulos suaves, orgânicos e previsíveis — vento nas folhas, som da água, variação natural de luz.
O cérebro interpreta esses elementos como seguros. Durante a evolução humana, ambientes naturais estavam associados a recursos essenciais e sobrevivência. Por isso, ao estar em contato com árvores, céu aberto ou água corrente, o sistema nervoso tende a reduzir o estado de alerta.
Estudos mostram que caminhar em ambientes verdes melhora a concentração, reduz níveis de estresse e ajuda na regulação emocional. A chamada “atenção restaurativa” ocorre porque a natureza prende o foco de forma leve, sem exigir esforço mental intenso.
Além disso, a natureza amplia a percepção de espaço. Ambientes abertos diminuem a sensação de confinamento psicológico, o que contribui para sensação de liberdade e clareza mental.
Mesmo pequenas experiências, como sentar em um parque ou cuidar de um jardim, já promovem benefícios perceptíveis.
