{"id":1015,"date":"2021-10-06T20:33:00","date_gmt":"2021-10-06T20:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=1015"},"modified":"2021-10-16T20:35:47","modified_gmt":"2021-10-16T20:35:47","slug":"os-sapos-do-tamanho-de-uma-moeda-que-brasil-pode-perder-antes-mesmo-de-conhecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/os-sapos-do-tamanho-de-uma-moeda-que-brasil-pode-perder-antes-mesmo-de-conhecer\/","title":{"rendered":"Os sapos do tamanho de uma moeda que Brasil pode perder antes mesmo de conhecer"},"content":{"rendered":"\n<p>06\/10\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O sapinho-da-restinga \u00e9 menor do que uma moeda e, at\u00e9 onde se sabe, s\u00f3 existe dentro de um parque estadual da cidade de Guarapari, no litoral do Esp\u00edrito Santo. O min\u00fasculo anf\u00edbio, de menos de 2cm, foi descoberto em 2006 pelo bi\u00f3logo Pedro Peloso e descrito em artigo cient\u00edfico seis anos depois.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, pouco se conhece at\u00e9 agora sobre o&nbsp;<em>melanophryniscus setiba<\/em>&nbsp;(seu nome cient\u00edfico), para al\u00e9m do fato de sua condi\u00e7\u00e3o ser extremamente fr\u00e1gil.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2014, o sapinho-da-restinga figura na lista de esp\u00e9cies de anf\u00edbios amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, na categoria de criticamente sob perigo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ele s\u00f3 \u00e9 conhecido em uma localidade, cercada de desenvolvimento urbano. Qualquer dist\u00farbio no ambiente, como um fogo fora de controle, pode lev\u00e1-lo \u00e0 extin\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Peloso \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A perda de habitats, o desmatamento, as queimadas e o aquecimento global s\u00e3o amea\u00e7as, direta ou indiretamente, a muitas formas de vida do planeta. Mas anf\u00edbios anuros, como o sapinho-da-restinga e demais sapos, r\u00e3s e pererecas, s\u00e3o particularmente sens\u00edveis a pequenas mudan\u00e7as de temperatura, a parasitas ou altera\u00e7\u00f5es nos locais onde vivem.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, e por ocuparem um papel importante no ecossistema, sua preserva\u00e7\u00e3o tem despertado a preocupa\u00e7\u00e3o de ambientalistas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes, esses anuros desaparecem de seus habitats e os bi\u00f3logos sequer conseguem entender o porqu\u00ea, diz Pedro Peloso, que \u00e9 professor de zoologia da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Par\u00e1 e idealizador do projeto&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.projetodots.org\/\">DoTS<\/a>, que registra esp\u00e9cies de anf\u00edbios amea\u00e7adas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril deste ano, um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0006320721000872#!\">estudo de pesquisadores brasileiros<\/a>&nbsp;publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico Biological Conservation detectou um &#8220;cont\u00ednuo e cr\u00edptico&#8221; decl\u00ednio de popula\u00e7\u00f5es de anuros no Sudeste do Brasil, provavelmente em decorr\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018,\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1002\/ece3.4357?campaign=wolearlyview\">outro estudo<\/a>\u00a0apontou que at\u00e9 10% das esp\u00e9cies end\u00eamicas de sapos, r\u00e3s e pererecas da Mata Atl\u00e2ntica podem ser extintas ao longo de 50 anos, \u00e0 medida que as temperaturas locais e globais aumentam.<\/p>\n\n\n\n<p>O decl\u00ednio de popula\u00e7\u00f5es de anf\u00edbios tem ocorrido em todo o mundo, muitas vezes de modo intrigante para pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses que mais t\u00eam a perder em termos absolutos, por concentrar uma variedade t\u00e3o grande de esp\u00e9cies, explica \u00e0 BBC News Brasil Felipe Andrade, bi\u00f3logo e doutor em biologia animal pela Unicamp, que se especializou em micro-sapinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas esp\u00e9cies podem ser perdidas antes mesmo de serem estudadas ou sequer descobertas, diz Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se ainda n\u00e3o conhecemos e descrevemos toda a biodiversidade brasileira desse grupo animal, ser\u00e1 que conseguimos estimar de fato tudo que estamos perdendo?&#8221;, questiona.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo um amplo<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/book\/10.1007\/978-3-030-26296-9\">&nbsp;mapeamento de anf\u00edbios<\/a>&nbsp;feito em 2019, a Am\u00e9rica do Sul abrigava mais de 2,6 mil esp\u00e9cies de anuros, e as maiores concentra\u00e7\u00f5es dessa biodiversidade eram a Amaz\u00f4nia Ocidental e a Mata Atl\u00e2ntica do Sudeste brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que torna esses animais t\u00e3o vulner\u00e1veis?<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Inc\u00f3gnitas\">Inc\u00f3gnitas<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;Os anf\u00edbios anuros s\u00e3o um dos grupos animais mais vulner\u00e1veis ao aquecimento global, por conta, sobretudo, de suas peles finas e perme\u00e1veis, bem como sua depend\u00eancia da \u00e1gua para reprodu\u00e7\u00e3o&#8221;, prossegue Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Qualquer diminui\u00e7\u00e3o nas chuvas tem implica\u00e7\u00e3o aos anf\u00edbios, que precisam de \u00e1reas \u00famidas&#8221;, agrega Peloso.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ainda h\u00e1 muitas lacunas sobre o que a ci\u00eancia sabe a respeito dos perigos que amea\u00e7am esses animais e quais deles est\u00e3o sob maior risco.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O dif\u00edcil \u00e9 saber quais (anf\u00edbios), quando e onde estar\u00e3o sob risco de extin\u00e7\u00e3o&#8221;, explica \u00e0 reportagem o bi\u00f3logo Agust\u00edn Camacho, que desenvolve algoritmos e sistemas dedicados justamente a tentar prever o comportamento de ecossistemas complexos.<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, diz ele, os anf\u00edbios t\u00eam algumas vantagens interessantes que podem ajud\u00e1-los a sobreviver: como s\u00e3o pequenos e rasteiros, s\u00e3o capazes de buscar ref\u00fagio com alguma facilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;E o fato de eles respirarem pela pele ainda gera debate entre cientistas quanto a se traz vulnerabilidade ou uma certa resili\u00eancia, porque eles conseguem reduzir suas temperaturas corporais em rela\u00e7\u00e3o ao ambiente&#8221;, agrega Camacho.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/41\/41135\/tde-02082019-130527\/pt-br.php\">disserta\u00e7\u00e3o de mestrado<\/a>&nbsp;orientada por Camacho no Instituto de Bioci\u00eancias da USP, de autoria de Caroline Guevara Molina, sinaliza que a toler\u00e2ncia t\u00e9rmica pode ser determinante para definir quais anuros conseguir\u00e3o sobreviver em um mundo mais quente.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo coloca em xeque a antiga sabedoria popular de que uma r\u00e3, ao ser colocada em uma panela de \u00e1gua fervida lentamente, vai se adaptar \u00e0 nova temperatura e ser\u00e1 cozida sem perceber.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, a r\u00e3 estudada rem laborat\u00f3rio fez exatamente o contr\u00e1rio: ela foi ficando cada vez mais intolerante ao calor do recipiente onde estava.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa toler\u00e2ncia vinha sendo estudada como uma carater\u00edstica fixa dos animais (anuros), mas na verdade ela pode variar&#8221;, diz Camacho.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, prossegue ele, acrescenta uma camada adicional de complexidade na tentativa de se mapear as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Voc\u00ea pode dizer: &#8216;um animal nunca vai viver isso (de estar em um ambiente em aquecimento lento e constante) na vida real&#8217;. Talvez n\u00e3o vivencie o tempo todo durante sua exist\u00eancia, mas pode vivenciar em alguns per\u00edodos determinados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>E a quest\u00e3o ser\u00e1 saber quais delas sobreviver\u00e3o a esses aumentos cont\u00ednuos de calor.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"O-fungo-apocal\u00edptico-e-a-\u00e1gua-mais-escassa\">O fungo &#8216;apocal\u00edptico&#8217; e a \u00e1gua mais escassa<\/h2>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m disso, existe um inimigo dos anuros que j\u00e1 \u00e9 fartamente documentado: o fungo Bd, ou&nbsp;<em>Batrachochytrium dendrobatidis<\/em>, &#8220;um dos principais respons\u00e1veis pela redu\u00e7\u00e3o da abund\u00e2ncia e riqueza de anf\u00edbios dos biomas brasileiros&#8221;, explica Felipe Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa amea\u00e7a do Bd \u00e9 mundial: em 2019, uma reportagem da revista National Geographic culpou o fungo pelo &#8220;apocalipse&#8221; sofrido por sapos e salamandras ao redor do mundo, uma vez que o pat\u00f3geno, atra\u00eddo pela prote\u00edna da pele dos anf\u00edbios, &#8220;come-a viva&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem cita um estudo publicado na revista Science que atribu\u00eda ao Bd o decl\u00ednio de ao menos 501 esp\u00e9cies de anf\u00edbios no planeta &#8211; ou uma em cada 16 esp\u00e9cies conhecidas da ci\u00eancia at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E a associa\u00e7\u00e3o desse fungo com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e com o aumento da temperatura das \u00e1guas tamb\u00e9m \u00e9 objeto de estudo. &#8220;O Bd est\u00e1 presente no mundo inteiro, mas uma altera\u00e7\u00e3o do clima pode fazer com que ele se manifeste mais em alguma \u00e1rea onde talvez j\u00e1 estivesse sob controle&#8221;, explica Peloso.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Peloso, no Brasil, a principal amea\u00e7a a sapos, r\u00e3s e salamandras ainda recai sobre o desmatamento, que destr\u00f3i habitats e deixa as \u00e1reas de floresta cada vez mais fragmentadas e, por consequ\u00eancia, tamb\u00e9m mais secas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, \u00e9 bom lembrar que o Brasil est\u00e1 com&nbsp;<a href=\"https:\/\/mapbiomas.org\/superficie-de-agua-no-brasil-reduz-15-desde-o-inicio-dos-anos-90\">cada vez menos \u00e1reas \u00famidas<\/a>: levantamento recente da organiza\u00e7\u00e3o MapBiomas mostra que o pa\u00eds perdeu 15% de sua superf\u00edcie de \u00e1gua desde o in\u00edcio dos anos 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>E, novamente, mesmo pequenas altera\u00e7\u00f5es j\u00e1 colocam muitas esp\u00e9cies em perigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Peloso cita o exemplo dos sapos pingo-de-ouro, que habitam as partes mais montanhosas da Mata Atl\u00e2ntica e gostam de chuva fina e neblina. &#8220;S\u00e3o bichos restritos a um ambiente bem espec\u00edfico e a condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas bem espec\u00edficas&#8221;, aponta o bi\u00f3logo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo \u00e9 o da salamandra-do-Par\u00e1. &#8220;\u00c9 um animal bastante \u00fanico, que tem sido afetado pelo desmatamento em Bel\u00e9m (PA) e seu entorno. E mudan\u00e7as no regime das chuvas podem afetar muito essa esp\u00e9cie.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, novas esp\u00e9cies s\u00e3o frequentemente descobertas com base em min\u00facias invis\u00edveis ao olho nu, explica Felipe Andrade:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A olho nu elas at\u00e9 parecem iguais, mas quando vamos analisar seu DNA, seu canto ou seu comportamento, encontramos diferen\u00e7as muito grandes e vemos que se trata de uma esp\u00e9cie nova. Exige um trabalho de formiguinha dos cientistas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns sobreviveram, ao menos temporariamente, a amea\u00e7as iminentes. Na Serra Ga\u00facha, a preserva\u00e7\u00e3o do sapinho-admir\u00e1vel-de-barriga-vermelha, anuro de at\u00e9 4cm que ocupa uma \u00e1rea de apenas 700m \u00e0 beira do rio Forqueta, levou ao cancelamento de uma licen\u00e7a ambiental para a constru\u00e7\u00e3o de uma usina hidrel\u00e9trica ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Classificado como criticamente em perigo &#8211; al\u00e9m da possibilidade de constru\u00e7\u00e3o da barragem, ele \u00e9 amea\u00e7ado pela polui\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos no rio e pela perda de habitat, informa o projeto DoTS -, o sapinho virou s\u00edmbolo ao ser destacado na capa do&nbsp;<em>Livro Vermelho da Fauna Brasileira Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o,<\/em>&nbsp;publicado em 2018 pelo ICMBio, \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Por-que-os-sapinhos-importam\">Por que os sapinhos importam<\/h2>\n\n\n\n<p>Nem todo mundo tem apre\u00e7o por sapos, r\u00e3s e pererecas, mas eles s\u00e3o importantes para o ecossistema.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00e3o predadores de mosquitos e demais insetos, e sua pele tem compostos qu\u00edmicos que podem ser a base de princ\u00edpios farmacol\u00f3gicos &#8211; mas isso requer estudos e financiamento&#8221;, explica Andrade. &#8220;Al\u00e9m disso, eles s\u00e3o bioindicadores da sa\u00fade de um bioma: quando os anf\u00edbios somem de um determinado lugar, \u00e9 um sinal de que algo est\u00e1 acontecendo naquele ecossistema.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a amea\u00e7a que recai sobre eles serve de advert\u00eancia e permite estudos que ajudem a prever como o aquecimento do planeta vai acabar afetando outros animais &#8211; inclusive n\u00f3s, humanos, conclui Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p>BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA<br>Fonte: BBC Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>06\/10\/2021 O sapinho-da-restinga \u00e9 menor do que uma moeda e, at\u00e9 onde se sabe, s\u00f3 existe dentro de um parque estadual da cidade de Guarapari, no litoral do Esp\u00edrito Santo. 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