{"id":1091,"date":"2021-11-10T01:33:00","date_gmt":"2021-11-10T01:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=1091"},"modified":"2021-11-17T01:37:18","modified_gmt":"2021-11-17T01:37:18","slug":"agricultores-transformam-deserto-em-floresta-no-semiarido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/agricultores-transformam-deserto-em-floresta-no-semiarido\/","title":{"rendered":"Agricultores transformam deserto em floresta no Semi\u00e1rido"},"content":{"rendered":"\n<p>10\/11\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma mancha esverdeada se destaca na paisagem ondulada dos arredores de Po\u00e7\u00f5es, pequeno munic\u00edpio no Semi\u00e1rido baiano.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ali, a profus\u00e3o de cactos, suculentas e \u00e1rvores da Caatinga contrasta com a pastagem degradada e os solos nus do entorno.<\/p>\n\n\n\n<p>O respons\u00e1vel pelo &#8220;o\u00e1sis&#8221; \u00e9 o engenheiro aposentado Nelson Ara\u00fajo Filho, de 66 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando comecei aqui, o solo era compactado e n\u00e3o produzia nada&#8221;, ele diz \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Sentado na sombra de um umbuzeiro, Ara\u00fajo conta que por muitos anos aquela \u00e1rea, que pertence a seu pai, abrigou ro\u00e7as de milho e aipim. Depois, virou pasto para gado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os anos de uso intensivo esgotaram o solo e o deixaram em vias de virar deserto \u2014 fen\u00f4meno que atinge cerca de 13% das terras do Semi\u00e1rido brasileiro, segundo o Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise e Processamento de Imagens de Sat\u00e9lites da Universidade Federal de Alagoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ara\u00fajo come\u00e7ou a reverter o processo h\u00e1 tr\u00eas anos com a implanta\u00e7\u00e3o de um sistema agroflorestal em 1,8 hectare, \u00e1rea equivalente a dois campos de futebol.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9todo, que tem sido adotado em v\u00e1rias regi\u00f5es brasileiras e do mundo, se espelha no funcionamento dos ecossistemas originais de cada regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Abund\u00e2ncia-sem-irriga\u00e7\u00e3o\">Abund\u00e2ncia sem irriga\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio, Ara\u00fajo plantou esp\u00e9cies da Caatinga que sobrevivem mesmo em solos degradados, como a palma forrageira e o avel\u00f3s. Depois, passou a podar a vegeta\u00e7\u00e3o com frequ\u00eancia, usando todo o material cortado para cobrir e adubar o solo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a melhora das condi\u00e7\u00f5es, esp\u00e9cies mais exigentes, como \u00e1rvores frut\u00edferas e de grande porte, j\u00e1 come\u00e7am a pedir passagem. A abund\u00e2ncia de flores e frutos atrai aves e abelhas; e animais silvestres que h\u00e1 muito n\u00e3o eram vistos, como veados, voltaram a circular pela regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mais alguns anos, Ara\u00fajo espera que seu sistema se assemelhe a uma \u00e1rea intocada da Caatinga, com plantas de todas as alturas e alta variedade de esp\u00e9cies, de onde possa tirar mel, frutas e alimento para rebanhos o ano todo.<\/p>\n\n\n\n<p>E tudo isso sem usar agrot\u00f3xicos, adubos qu\u00edmicos ou uma s\u00f3 gota de \u00e1gua com irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o falta \u00e1gua na Caatinga&#8221;, diz o agricultor, referindo-se ao orvalho que banha a vegeta\u00e7\u00e3o todas as noites e que o deixa com a roupa molhada ao visitar a agrofloresta pela manh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirma que a \u00e1gua do sereno \u00e9 suficiente para &#8220;manter o sistema funcionando&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A chuva, para mim, \u00e9 um b\u00f4nus&#8221;, diz, questionando a no\u00e7\u00e3o de que, no Semi\u00e1rido, toda planta\u00e7\u00e3o precisa de irriga\u00e7\u00e3o ou de ver\u00f5es chuvosos para prosperar.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Ferramenta-contra-as-mudan\u00e7as-clim\u00e1ticas\">Ferramenta contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/h2>\n\n\n\n<p>T\u00e9cnicas como as usadas por Ara\u00fajo t\u00eam atra\u00eddo holofotes num momento em que l\u00edderes globais discutem como frear as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u2014 objetivo da Confer\u00eancia das Partes (COP-26) que ocorre neste m\u00eas em Glasgow, na Esc\u00f3cia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para climatologistas, sistemas agroflorestais s\u00e3o ferramentas tanto para a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as quanto para a redu\u00e7\u00e3o do ritmo das transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a diversidade dos sistemas deixa os agricultores menos vulner\u00e1veis a extremos clim\u00e1ticos, ao mesmo tempo em que as agroflorestas ampliam a absor\u00e7\u00e3o de carbono na atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>E, segundo os especialistas, o Semi\u00e1rido brasileiro j\u00e1 tem sido uma das regi\u00f5es mais afetadas pela mudan\u00e7a do clima no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu \u00faltimo relat\u00f3rio, divulgado em agosto, o Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) afirmou que o Semi\u00e1rido tem enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas, condi\u00e7\u00f5es que tendem a acelerar a desertifica\u00e7\u00e3o de seus solos.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed a urg\u00eancia em substituir uma agricultura que fragiliza os solos por outra capaz de restaur\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu relat\u00f3rio de 2019, o IPCC j\u00e1 havia dito que &#8220;sistemas agroflorestais podem contribuir com a melhora da produtividade de alimentos ao mesmo tempo em que ampliam a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico e a restaura\u00e7\u00e3o sob condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em muta\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Maior-infiltra\u00e7\u00e3o-da-\u00e1gua\">Maior infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua<\/h2>\n\n\n\n<p>Para a agr\u00f4noma Eunice Maia de Andrade, professora da Universidade Federal do Cear\u00e1, sistemas agroflorestais s\u00e3o capazes de recuperar uma boa parcela dos solos do Semi\u00e1rido.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialista em conserva\u00e7\u00e3o de solo e \u00e1gua no Semi\u00e1rido, com doutorado em Recursos Naturais Renov\u00e1veis pela Universidade do Arizona (EUA), Andrade afirma que esses sistemas facilitam a infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e reduzem seu escoamento superficial, o que protege a microbiologia do solo e ajuda a reter nutrientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ela afirma que a implanta\u00e7\u00e3o do sistema seria &#8220;muito dif\u00edcil&#8221; em algumas partes do Semi\u00e1rido, como em regi\u00f5es onde o solo \u00e9 muito raso e rochoso, ou em \u00e1reas onde chova menos de 500 mil\u00edmetros ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>As partes mais secas do Semi\u00e1rido brasileiro recebem cerca de 250 mm de chuva ao ano, um ter\u00e7o do \u00edndice verificado nas partes mais \u00famidas da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Po\u00e7\u00f5es, onde Nelson Ara\u00fajo Filho implantou seu sistema agroflorestal, o \u00edndice m\u00e9dio de chuvas \u00e9 de 624 mm\/ano, segundo o portal Weather Spark.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a professora Eunice Maia de Andrade, o combate \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o exige &#8220;um conjunto de a\u00e7\u00f5es e t\u00e9cnicas distintas&#8221;, que considerem o n\u00edvel de chuvas e as aptid\u00f5es de cada local.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Preconceito-e-resist\u00eancias\">Preconceito e resist\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rios coletivos e movimentos sociais t\u00eam realizado cursos e viv\u00eancias no Semi\u00e1rido para estimular a ado\u00e7\u00e3o de sistemas agroflorestais ou agroecol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois conceitos s\u00e3o semelhantes e se op\u00f5em \u00e0 chamada Revolu\u00e7\u00e3o Verde, conjunto de t\u00e9cnicas agr\u00edcolas que se disseminaram pelo mundo a partir dos anos 1930 e se baseiam no uso intensivo de fertilizantes, agrot\u00f3xicos e mecaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a agroecologia e os sistemas agroflorestais buscam conciliar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos com a restaura\u00e7\u00e3o ambiental. Al\u00e9m disso, valorizam a autonomia dos agricultores e o uso dos recursos que j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis no local.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das organiza\u00e7\u00f5es que t\u00eam difundido as pr\u00e1ticas no Semi\u00e1rido \u00e9 Centro de Assessoria e Apoio a Trabalhadores e Institui\u00e7\u00f5es N\u00e3o-Governamentais Alternativas (Caatinga).<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos membros do grupo, Vilmar Luiz Lermen, recebe frequentemente em seu s\u00edtio em Exu, Pernambuco, agricultores de v\u00e1rios Estados interessados em aprender os m\u00e9todos e visitar uma agrofloresta com 15 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>No Semi\u00e1rido, por\u00e9m, assim como em outras partes do pa\u00eds, h\u00e1 obst\u00e1culos \u00e0 penetra\u00e7\u00e3o dessas ideias e relut\u00e2ncia em abandonar certas pr\u00e1ticas tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio Nelson Ara\u00fajo Filho enfrentou resist\u00eancias quando come\u00e7ou a implantar sua agrofloresta em Po\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns vizinhos e parentes protestaram, afirmando que a grande presen\u00e7a de palma forrageira (um tipo de cacto) na planta\u00e7\u00e3o desvalorizaria a \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque essa esp\u00e9cie \u00e9 bastante usada como alimento para cabras, cuja cria\u00e7\u00e3o \u00e9 associada \u00e0 pobreza na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os descontentes defendiam que, em vez de palma, ele plantasse capim para bois, j\u00e1 que a pecu\u00e1ria bovina, ao contr\u00e1rio, \u00e9 uma atividade valorizada.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Vegeta\u00e7\u00e3o-espinhenta\">Vegeta\u00e7\u00e3o espinhenta<\/h2>\n\n\n\n<p>Agricultores que implantaram sistemas agroflorestais em outros pontos do Semi\u00e1rido lidam com questionamentos semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Antonio Gomides, que h\u00e1 um ano e meio cultiva uma agrofloresta no Crato, interior do Cear\u00e1, diz que muitos vizinhos relutam adotar seus m\u00e9todos por n\u00e3o saber como lidar com a vegeta\u00e7\u00e3o da Caatinga nas \u00e1reas onde os sistemas s\u00e3o implantados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, essa vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 formada por \u00e1rvores duras e espinhentas que sobrevivem em solos degradados, como a jurema, a unha de gato e o mameleiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando uma agrofloresta \u00e9 plantada, \u00e9 preciso podar ou derrubar essas \u00e1rvores para dar lugar a outras esp\u00e9cies que ajudem a recuperar o solo e ampliem a diversidade do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas o agricultor, quando vai derrubar essa vegeta\u00e7\u00e3o espinhenta, n\u00e3o sabe como organizar o material, ent\u00e3o ele derruba e taca fogo&#8221;, diz Gomides.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que a queimada se contrap\u00f5e radicalmente aos conceitos agroecol\u00f3gicos, pois deixa o solo exposto \u00e0 eros\u00e3o e mata microorganismos essenciais para a vida vegetal &#8211; al\u00e9m de gerar emiss\u00f5es de gases causadores do efeito estufa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Gomides, no entanto, com t\u00e9cnicas e equipamentos simples, \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel abrir m\u00e3o do fogo no Semi\u00e1rido, usando as plantas espinhentas para adubar e proteger o solo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra vantagem do sistema em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agricultura convencional, diz ele, \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o dos riscos por conta da diversidade de esp\u00e9cies. Enquanto o agricultor convencional deposita todas as suas fichas em alguns poucos alimentos, podendo perder tudo se n\u00e3o chover no m\u00eas certo ou se surgir alguma praga, o agrofloresteiro maneja um sistema em que h\u00e1 colheitas o ano todo.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Implanta\u00e7\u00e3o-em-s\u00e9rie\">Implanta\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie<\/h2>\n\n\n\n<p>Nos pr\u00f3ximos meses, Gomides pretende implantar outra agrofloresta que ele quer transformar em um ponto de refer\u00eancia no Cariri, no Cear\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, h\u00e1 grande dificuldade na regi\u00e3o para encontrar mudas e sementes de plantas adequadas a agroflorestas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, Gomides quer criar um banco de matrizes dessas plantas para compartilh\u00e1-las com outros agricultores da regi\u00e3o. O passo seguinte, diz ele, ser\u00e1 criar uma &#8220;for\u00e7a coletiva&#8221; com moradores para implantar e manejar sistemas agroflorestais em s\u00e9rie.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Voc\u00ea chega com a estrutura, implanta, vai para a pr\u00f3xima \u00e1rea, at\u00e9 criar um circuito de agrofloresta popular na regi\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje Gomides diz que falta apoio t\u00e9cnico e incentivo do governo para que agricultores migrem para o sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Aqui somos n\u00f3s por n\u00f3s mesmos, estamos cavando uma cacimba na unha&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA<br>Fonte: BBC Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>10\/11\/2021 Uma mancha esverdeada se destaca na paisagem ondulada dos arredores de Po\u00e7\u00f5es, pequeno munic\u00edpio no Semi\u00e1rido baiano. Ali, a profus\u00e3o de cactos, suculentas e \u00e1rvores da Caatinga contrasta com a pastagem degradada e os solos nus do entorno. 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