{"id":1098,"date":"2021-11-12T01:43:00","date_gmt":"2021-11-12T01:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=1098"},"modified":"2021-11-17T01:45:28","modified_gmt":"2021-11-17T01:45:28","slug":"cop26-os-principais-fracassos-e-vitorias-do-acordo-final-da-cupula-sobre-mudanca-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/cop26-os-principais-fracassos-e-vitorias-do-acordo-final-da-cupula-sobre-mudanca-climatica\/","title":{"rendered":"COP26: Os principais fracassos e vit\u00f3rias do acordo final da c\u00fapula sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p>12\/11\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Depois de duas semanas de intensas negocia\u00e7\u00f5es, os quase 200 pa\u00edses presentes \u00e0 COP26, confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, assinaram neste s\u00e1bado (13\/11) um acordo para tentar garantir o cumprimento da meta de limitar o aquecimento global a 1,5\u00b0C.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O texto estabelece a necessidade de redu\u00e7\u00e3o global das emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono em 45% at\u00e9 2030, na compara\u00e7\u00e3o com 2010, e de neutralidade de libera\u00e7\u00e3o de CO2 at\u00e9 2050 &#8211; quando emiss\u00f5es s\u00e3o reduzidas ao m\u00e1ximo e as restantes s\u00e3o totalmente compensadas por reflorestamento e tecnologias de captura de carbono da atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns trechos do acordo foram muito elogiados por ambientalistas e observadores presentes \u00e0 confer\u00eancia, como a exig\u00eancia para que as na\u00e7\u00f5es apresentem j\u00e1 no ano que vem novos compromissos de redu\u00e7\u00e3o de gases do efeito estufa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, no \u00faltimo momento, por forte press\u00e3o da \u00cdndia e da China, os pa\u00edses concordaram em esvaziar um dos principais trechos do texto, que falava em abandono gradual do uso de carv\u00e3o e subs\u00eddios a combust\u00edveis f\u00f3sseis. Em vez de se comprometerem a acelerar a &#8220;elimina\u00e7\u00e3o&#8221;, o acordo fala em acelerar a &#8220;diminui\u00e7\u00e3o&#8221; dessas fontes altamente poluentes de energia. Mesmo assim, ONGs ambientais e especialistas dizem que esse trecho continua a representar um avan\u00e7o hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>No que diz respeito a apoio financeiro a pa\u00edses pobres, no entanto, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que houve pouca evolu\u00e7\u00e3o. Para alguns pa\u00edses em desenvolvimento, como o Brasil, h\u00e1 um &#8220;desequil\u00edbrio&#8221; nas responsabilidades, com na\u00e7\u00f5es ricas cobrando resultados e ambi\u00e7\u00e3o, sem entregar o dinheiro prometido para financiar as regi\u00f5es mais afetadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa\u00edses mais vulner\u00e1veis tamb\u00e9m pediam um fundo para &#8220;perdas e danos&#8221;, para usar quando se vissem diante de emerg\u00eancias clim\u00e1ticas inevit\u00e1veis, como furac\u00f5es, inunda\u00e7\u00f5es e secas prolongadas. Mas Uni\u00e3o e Europeia e Estados Unidos bloquearam essa proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>A BBC News Brasil lista aqui os avan\u00e7os no texto e o temas que falharam em ambi\u00e7\u00e3o por falta de consenso.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Diminui\u00e7\u00e3o-de-combust\u00edveis-f\u00f3sseis\">Diminui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis<\/h2>\n\n\n\n<p>O acordo firmado na COP26 defende a necessidade de &#8220;acelerar&#8221; a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para fontes limpas. Tamb\u00e9m pede que os pa\u00edses &#8220;acelerem&#8221; os esfor\u00e7os para reduzir subs\u00eddios &#8220;ineficientes&#8221; a combust\u00edveis f\u00f3sseis e o uso de carv\u00e3o que n\u00e3o use tecnologia de compensa\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto anterior falava em &#8220;eliminar&#8221; o uso de carv\u00e3o, o que para especialistas e ONGs internacionais, como Greenpeace e WWF, seria um avan\u00e7o hist\u00f3rico, j\u00e1 que seria primeira vez que a men\u00e7\u00e3o ao fim do uso de fontes poluidoras de energia &#8220;sobrevivia&#8221; ao acordo final de uma c\u00fapula do clima.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa da grande press\u00e3o de pa\u00edses que defendem de energia a carv\u00e3o e de grandes exportadores de petr\u00f3leo, como Ar\u00e1bia Saudita, \u00cdndia, China e R\u00fassia, j\u00e1 havia um temor de que o trecho fosse retirado durante as negocia\u00e7\u00f5es. No final das contas, foi esvaziado. O presidente da COP26, Alok Sharma, chegou a se emocionar ao dizer que lamenta que as negocia\u00e7\u00f5es tenham resultado nessa \u00faltima vers\u00e3o sobre combust\u00edvel f\u00f3sseis, mas destacou que era preciso chegar a um consenso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que uma decis\u00e3o na Conven\u00e7\u00e3o do Clima reconhece explicitamente a necessidade de transi\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis para renov\u00e1veis. J\u00e1 t\u00ednhamos visto propostas nesse sentido em rascunhos de decis\u00f5es anteriores, como do pr\u00f3prio Acordo de Paris, mas elas n\u00e3o sobreviveram em texto final&#8221;, disse \u00e0 BBC News Brasil Natalie Unsterstell, especialista em pol\u00edtica clim\u00e1tica e integrante do Grupe de Financiamento Clim\u00e1tico para Am\u00e9rica Latina e Caribe.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 um reflexo direto de que os combust\u00edveis f\u00f3sseis est\u00e3o perdendo sua licen\u00e7a social, isto \u00e9, sua licen\u00e7a para existir.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, durante a COP26, um grupo de 40 pa\u00edses, incluindo Reino Unido, Canad\u00e1 e Pol\u00f4nia, assinou um acordo paralelo para eliminar o uso de carv\u00e3o mineral de sua matriz energ\u00e9tica entre 2030 e 2040. Mas a lista n\u00e3o inclui os dois maiores emissores do mundo: China e Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos ativistas tamb\u00e9m criticam o fato de n\u00e3o haver qualquer data ou meta de percentual para elimina\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis no texto final. E representantes do Brasil lamentaram que n\u00e3o tenha sido firmado um compromisso paralelo durante a COP26, em que pa\u00edses desenvolvidos se comprometessem com um prazo para a transi\u00e7\u00e3o de energia suja para fontes renov\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira semana da c\u00fapula do clima, foram assinados compromissos paralelos sobre zerar desmatamento at\u00e9 2030 e reduzir a emiss\u00e3o de metano em 30% at\u00e9 2030, mas um acordo semelhante n\u00e3o foi feito sobre transi\u00e7\u00e3o de energia de fontes poluidoras para energia limpa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Teria sido interessante que houvesse um compromisso como o que assinamos sobre florestas, mas alcan\u00e7ando a \u00e1rea de energia e combust\u00edveis f\u00f3sseis, as maiores fontes de polui\u00e7\u00e3o. E o termo &#8216;ineficiente&#8217; \u00e9 vago. O que seria um subs\u00eddio ineficiente para combust\u00edvel f\u00f3ssil? Tinha que ser &#8216;eliminar subs\u00eddio'&#8221;, criticou um negociador brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Metas-mais-ambiciosas-em-2022\">Metas mais ambiciosas em 2022<\/h2>\n\n\n\n<p>Para especialistas, uma das principais vit\u00f3rias do acordo final \u00e9 incluir a necessidade de pa\u00edses apresentarem at\u00e9 o final de 2022 novos compromissos de redu\u00e7\u00e3o de gases do efeito estufa. Isso porque as metas apresentadas at\u00e9 agora por cada pa\u00eds n\u00e3o seriam suficientes para limitar o aquecimento da Terra a 1,5\u00b0C, conforme previsto no Acordo de Paris, assinado em 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo de pesquisadores do Climate Action Target divulgado durante a c\u00fapula do clima analisou esses compromissos e concluiu que a temperatura do planeta aumentaria 2,4\u00b0C se dependermos das metas de curto prazo apresentadas pelos pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 muito importante esse trecho do acordo de exigir mais ambi\u00e7\u00e3o de todos os pa\u00edses j\u00e1 em 2022&#8221;, disse \u00e0 BBC News Brasil a gerente de Pol\u00edtica Global e Clim\u00e1tica da WWF, Fernanda Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, os pa\u00edses dever\u00e3o elaborar e submeter at\u00e9 o fim do ano que vem uma nova NDC (Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada), como \u00e9 chamado o documento com metas volunt\u00e1rias nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto do acordo que representou um avan\u00e7o, conforme especialistas, \u00e9 a parte que regulamenta o monitoramento dos compromissos assumidos. Pelo acordo, todo ano os pa\u00edses devem apresentar um relat\u00f3rio sobre o andamento das NDCs, ou seja, dos compromissos assumidos por cada pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ser\u00e1 poss\u00edvel saber quem est\u00e1 cumprindo ou n\u00e3o as promessas feitas ao mundo. Al\u00e9m disso, ministros do Meio Ambiente dever\u00e3o se reunir anualmente para discutir as metas clim\u00e1ticas de curto prazo, que devem ser efetivadas at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Bom-monitoramento-de-metas-fraco-controle-de-dinheiro\">Bom monitoramento de metas, fraco controle de dinheiro<\/h2>\n\n\n\n<p>Se, por um lado, mecanismos para monitorar o cumprimento das metas avan\u00e7aram, negociadores do Brasil dizem que o mesmo n\u00e3o aconteceu com o controle de financiamento de pa\u00edses ricos a na\u00e7\u00f5es mais pobres.<\/p>\n\n\n\n<p>Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai tentavam emplacar nas negocia\u00e7\u00f5es a previs\u00e3o de um comit\u00ea permanente para controlar o pagamento dos US$ 100 bilh\u00f5es anuais que pa\u00edses ricos se comprometeram a pagar entre 2020 e 2025, para financiar a\u00e7\u00f5es contra o aquecimento global em pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia era que esse comit\u00ea acompanhasse a entrada do dinheiro, quanto cada pa\u00eds est\u00e1 pagando e para qual finalidade. Mas pa\u00edses ricos, principalmente a Uni\u00e3o Europeia, bloquearam a proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os pa\u00edses ricos pressionaram por um mecanismo robusto de monitoramento do cumprimento das metas, mas n\u00e3o aceitam o mesmo para o controle de quanto est\u00e3o entregando em financiamento a pa\u00edses pobres&#8221;, criticou um negociador brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Fracassou-pleito-por-US-13-trilh\u00e3o-a-pa\u00edses-pobres\">Fracassou pleito por US$ 1,3 trilh\u00e3o a pa\u00edses pobres<\/h2>\n\n\n\n<p>O dinheiro na mesa, ou seja, o financiamento de pa\u00edses ricos a a\u00e7\u00f5es de combate ao aquecimento em pa\u00edses mais pobres, \u00e9 considerado o ponto de maior fragilidade do acordo final da COP.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto reconhece que \u00e9 necess\u00e1rio que pa\u00edses ricos contribuam com &#8220;bem mais&#8221; do que os US$ 100 bilh\u00f5es por ano que haviam prometido dar em financiamento a pa\u00edses em desenvolvimento entre 2020 e 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o documento n\u00e3o estabelece uma cifra. At\u00e9 agora, os US$ 100 bilh\u00f5es prometidos n\u00e3o foram cumpridos pelos pa\u00edses desenvolvidos e, segundo previs\u00f5es, esse valor s\u00f3 deve come\u00e7ar a entrar em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Pa\u00edses em desenvolvimento faziam press\u00e3o por uma vers\u00e3o do acordo que previa at\u00e9 US$ 1,3 trilh\u00e3o em financiamento anual at\u00e9 2030. O texto tamb\u00e9m n\u00e3o contemplou uma reinvindica\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria para que o financiamento de pa\u00edses desenvolvidos somassem US$ 600 bilh\u00f5es at\u00e9 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto prev\u00ea, por\u00e9m, que pa\u00edses definam at\u00e9 2024 o valor do financiamento anual que deve passar a ser concedido a pa\u00edses em desenvolvimento a partir de 2025. E destaca que a cifra deve ser significativamente maior que os US$ 100 bilh\u00f5es que deveriam ter sido pagos entre 2020 e 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Infelizmente, os pa\u00edses desenvolvidos n\u00e3o vieram preparados para essa COP. \u00c9 frustrante ver o movimento real dos pa\u00edses desenvolvidos. Que eles tivessem se preparado para essa COP de forma clara, que eles j\u00e1 tivessem reservados em seus or\u00e7amentos recursos relevantes para fazer uma transi\u00e7\u00e3o justa&#8221;, criticou o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, \u00e0 em entrevista \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Infelizmente, em rela\u00e7\u00e3o a financiamento, todos aqui da COP saem frustrados que n\u00e3o tenhamos chegado a um valor maior que os US$ 100 bilh\u00f5es, que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o suficientes para uma transi\u00e7\u00e3o justa. Esperamos que nas pr\u00f3ximas COPs os pa\u00edses desenvolvidos e maiores poluidores assumam a sua responsabilidades perante a esse desafio e a essa quest\u00e3o global.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Fracasso-da-reivindica\u00e7\u00e3o-de-um-fundo-a-pa\u00edses-afetados\">Fracasso da reivindica\u00e7\u00e3o de um fundo a pa\u00edses afetados<\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos pontos mais sens\u00edveis da negocia\u00e7\u00e3o era o pleito dos pa\u00edses mais vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas pela cria\u00e7\u00e3o de um fundo de &#8220;perdas e danos&#8221;, para ajudar essas na\u00e7\u00f5es a lidar com emerg\u00eancias clim\u00e1ticas que n\u00e3o podem evitar.<\/p>\n\n\n\n<p>Estados Unidos e Uni\u00e3o Europeia foram os principais pa\u00edses a bloquear a proposta. Em vez de definir recursos e um fundo espec\u00edfico para compensar os pa\u00edses pelo impacto que j\u00e1 sofrem com mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o acordo fala em &#8220;fortalecer parcerias&#8221; entre pa\u00edses desenvolvidos, pa\u00edses em desenvolvimento, e institui\u00e7\u00f5es financeiras para ajudar na resposta a danos provocados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento tamb\u00e9m reconhece que \u00e9 preciso mais ajuda em a pa\u00edses vulner\u00e1veis e reconhece que eles j\u00e1 est\u00e3o sofrendo os efeitos do aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para n\u00f3s, (financiamento para) perdas e danos \u00e9 uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. As Maldivas v\u00e3o aceitar o texto do acordo, mas pedem que os pa\u00edses ricos possam transpor as palavras e agir. Hoje aqueles que t\u00eam mais op\u00e7\u00f5es decidem qu\u00e3o r\u00e1pido \u00e9 necess\u00e1rio agir&#8221;, disse a representante das Maldivas &#8211; que est\u00e3o entre as ilhas sob risco de sucumbir diante do aumento do n\u00edvel do mar &#8211; na reuni\u00e3o plen\u00e1ria em que pa\u00edses apresentaram suas opini\u00f5es sobre a proposta de acordo.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Saldo-\u00e9-positivo\">Saldo \u00e9 positivo?<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de ter verem fracassos no texto, principalmente na aus\u00eancia de valores para financiar a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em pa\u00edses em desenvolvimento, ambientalistas e especialistas em pol\u00edticas clim\u00e1ticas ouvidos pela BBC News Brasil dizem que o saldo \u00e9 positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nunca antes eu tinha visto uma decis\u00e3o da COP contemplando tanto as preocupa\u00e7\u00f5es de pessoas reais e permeado pelo progresso que est\u00e1 ocorrendo na economia real. Diplomacia \u00e9 incremental. Ent\u00e3o \u00e9 \u00f3timo ver um pacote que reconhece o que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo e precisa ser acelerado, como a mudan\u00e7a da opini\u00e3o p\u00fablica sobre combust\u00edveis f\u00f3sseis&#8221;, disse Natalie Unterstell.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Unterstell, apesar do esvaziamento do trecho que fala de carv\u00e3o e combust\u00edveis f\u00f3sseis, \u00e9 a primeira que um texto da COP26 reconhece o problema espec\u00edfico provocado pelas emiss\u00f5es de fontes sujas de energia. &#8220;O ideal seria falar em abandono (do uso de carv\u00e3o e combust\u00edveis f\u00f3sseis). \u00c9 o que a economia real est\u00e1 tentando buscar e realizar, e o que a ci\u00eancia precisa que aconte\u00e7a. Mas diplomacia \u00e9 incremental e morosa&#8221;, opinou a especialista em pol\u00edtica clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Manuel Pulgar-Vidal, diretor de Clima e Energia da WWF, tamb\u00e9m afirmou que houve &#8220;progresso&#8221; no acordo da c\u00fapula do clima. &#8220;Temos que reconhecer que houve avan\u00e7o. Existem agora novas oportunidades para os pa\u00edses entregaram o que eles sabem que precisa ser feito para evitar uma cat\u00e1strofe clim\u00e1tica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA<br>Fonte: BBC Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12\/11\/2021 Depois de duas semanas de intensas negocia\u00e7\u00f5es, os quase 200 pa\u00edses presentes \u00e0 COP26, confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, assinaram neste s\u00e1bado (13\/11) um acordo para tentar garantir o cumprimento da meta de limitar o aquecimento global a 1,5\u00b0C. 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