{"id":1130,"date":"2021-11-29T00:19:00","date_gmt":"2021-11-29T00:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=1130"},"modified":"2021-11-30T00:20:53","modified_gmt":"2021-11-30T00:20:53","slug":"brasileiros-no-exterior-enviam-recorde-de-dinheiro-ao-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/brasileiros-no-exterior-enviam-recorde-de-dinheiro-ao-pais\/","title":{"rendered":"Brasileiros no exterior enviam recorde de dinheiro ao pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p>29\/11\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cristina Costa, de 50 anos e moradora h\u00e1 20 deles de Marlborough, no Estado americano de Massachusetts, conta que nunca esteve t\u00e3o vantajoso mandar dinheiro de volta ao Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Hoje tenho uma empresa de limpeza, uma de paisagismo e tamb\u00e9m trabalho em tempo parcial num supermercado&#8221;, conta a mineira de Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu sempre mando US$ 4 mil a US$ 5 mil por m\u00eas ao Brasil e ultimamente est\u00e1 melhor ainda para mandar, com o d\u00f3lar na faixa de R$ 5,50, R$ 5,40&#8221;, diz a empreendedora, que no Brasil investe em cavalos da ra\u00e7a Quarto de Milha, al\u00e9m de ajudar familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pandemia, com os neg\u00f3cios indo bem nos Estados Unidos e a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica se agravando no Brasil, ela enviou dinheiro tamb\u00e9m para ajudar fam\u00edlias mineiras com a compra de cestas b\u00e1sicas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Durante 2020, quase o ano todo, eu ajudei 22 fam\u00edlias. At\u00e9 hoje, sigo ajudando tr\u00eas delas&#8221;, conta Cristina. &#8220;Uma cesta b\u00e1sica estava custando cerca de R$ 77, com o d\u00f3lar a R$ 5,50, voc\u00ea manda US$ 100, s\u00e3o R$ 550, d\u00e1 para ajudar v\u00e1rias fam\u00edlias com isso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Cristina n\u00e3o est\u00e1 sozinha ao aproveitar o real desvalorizado para enviar dinheiro ao Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Banco Central, de janeiro a setembro deste ano, as transfer\u00eancias pessoais com origem em outros pa\u00edses e destino ao Brasil j\u00e1 somam US$ 2,84 bilh\u00f5es (R$ 15,9 bilh\u00f5es), maior valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica com in\u00edcio em 1995 e alta de 18% sobre igual per\u00edodo de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado inteiro, o Brasil recebeu US$ 3,31 bilh\u00f5es em transfer\u00eancias pessoais vindas do exterior, recorde para o indicador at\u00e9 ent\u00e3o, que dever\u00e1 ser superado em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, uma combina\u00e7\u00e3o de fatores explica as transfer\u00eancias recordes em meio \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>A forte desvaloriza\u00e7\u00e3o do real em rela\u00e7\u00e3o a moedas como d\u00f3lar, euro e libra; a recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida das economias de pa\u00edses desenvolvidos do que a brasileira; o desemprego elevado no Brasil; e a nova onda de emigra\u00e7\u00e3o de brasileiros, particularmente aos EUA, est\u00e3o entre as causas citadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os EUA foram respons\u00e1veis pelo maior crescimento no volume de remessas, somando US$ 1,47 bilh\u00e3o entre janeiro e setembro, alta de 33% na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, a comunidade brasileira no exterior ultrapassou os 4,2 milh\u00f5es em 2020, crescimento de 17% sobre 2018, quando o \u00faltimo levantamento havia sido feito. Desse total, 42% ou 1,78 milh\u00e3o viviam nos EUA, seguidos por Portugal (276 mil), Paraguai (240 mil), Reino Unido (220 mil) e Jap\u00e3o (211 mil).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Receita Federal, de janeiro a novembro deste ano, 15,5 mil brasileiros entregaram declara\u00e7\u00f5es de sa\u00edda definitiva do pa\u00eds ao Fisco. No ano todo de 2020, foram 20,9 mil, mesmo em meio \u00e0 pandemia. Entre 2017 e 2019, as declara\u00e7\u00f5es superaram 23 mil a cada ano, quase o dobro da m\u00e9dia anual de 12,8 mil declara\u00e7\u00f5es entregues nos seis anos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"D\u00f3lar-em-alta-de-40\">D\u00f3lar em alta de 40%<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Leonardo Cavalcanti, professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e coordenador do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (OBmigra), a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda brasileira \u00e9 o principal motivo para o recorde de remessas vindas do exterior em 2020 e 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o fim de 2019, o d\u00f3lar passou de R$ 4,019 a R$ 5,609 (cota\u00e7\u00e3o de sexta-feira, 26\/11), uma alta de 40% em rela\u00e7\u00e3o ao real.<\/p>\n\n\n\n<p>No per\u00edodo mais recente, a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda brasileira tem sido refor\u00e7ada pelo aumento da incerteza nas contas p\u00fablicos, devido ao avan\u00e7o da PEC dos Precat\u00f3rios, proposta que muda o c\u00e1lculo do teto de gastos e permite ao governo dar um calote em algumas obriga\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00f3lar tamb\u00e9m ganha for\u00e7a diante dos temores do mercado com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nova variante \u00f4micron do coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se voc\u00ea est\u00e1 ganhando em d\u00f3lar, para converter isso em real, o ganho que voc\u00ea obt\u00e9m \u00e9 quase o dobro de anos atr\u00e1s, quando a moeda americana n\u00e3o superava os R$ 3&#8221;, diz Cavalcanti.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitos imigrantes que planejam voltar aproveitam, por exemplo, para investir em im\u00f3veis aqui no Brasil, porque isso \u00e9 um s\u00edmbolo de sucesso para o imigrante&#8221;, observa o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Desemprego-elevado-no-Brasil-\">Desemprego elevado no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Pedro Barreiro, l\u00edder de Banking e Expans\u00e3o para o Brasil da Wise (antiga TransferWise, um dos principais servi\u00e7os utilizados pelos brasileiros para transfer\u00eancia de recursos entre pa\u00edses), a ajuda a familiares \u00e9 outro motivo importante por tr\u00e1s do aumento de remessas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Desde o in\u00edcio da pandemia, notamos que cada vez mais brasileiros e pessoas no exterior t\u00eam enviado dinheiro ao Brasil, n\u00e3o s\u00f3 dos EUA, mas tamb\u00e9m de outras regi\u00f5es desenvolvidas, como Europa e Reino Unido&#8221;, observa Barreiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pelos destinat\u00e1rios no Brasil, percebemos que muito dos envios s\u00e3o de pessoas dando suporte financeiro a familiares que foram afetados pela pandemia&#8221;, diz o executivo, destacando o elevado desemprego no Brasil e a retomada mais r\u00e1pida da economia particularmente nos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o estava em 13,2% no trimestre encerrado em agosto, com 13,7 milh\u00f5es de desempregados, segundo o dado mais recente dispon\u00edvel pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nos EUA, a taxa de desemprego caiu a 4,6% em outubro, e o n\u00famero de pedidos de aux\u00edlio-desemprego no pa\u00eds recuou em novembro ao menor patamar em 52 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Barreiro, em mar\u00e7o de 2020, os envios de recursos ao Brasil atrav\u00e9s da Wise cresceram 250% na compara\u00e7\u00e3o anual e, em mar\u00e7o deste ano, houve nova alta de 30%.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o houve um pico e depois uma queda, o que nos mostra que n\u00e3o \u00e9 um comportamento de tomar a vantagem do c\u00e2mbio num momento espec\u00edfico. No come\u00e7o da pandemia, o envio triplicou e estabilizou nesse patamar tr\u00eas vezes maior&#8221;, diz o porta-voz da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na perspectiva da Wise, o elevado volume de remessas ao Brasil deve se manter em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nossa previs\u00e3o \u00e9 que isso se mantenha, especialmente considerando que o ano que vem \u00e9 um ano eleitoral, que costuma ser marcado por muitas instabilidades no Brasil&#8221;, afirma Barreiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ent\u00e3o o real deve sofrer muita volatilidade, a atividade econ\u00f4mica deve seguir afetada e muitas fam\u00edlias no Brasil ainda devem depender de seus familiares no exterior. Por isso n\u00e3o esperamos que o influxo de valores v\u00e1 se reduzir no curto prazo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Nova-onda-imigrat\u00f3ria-para-os-EUA-\">Nova onda imigrat\u00f3ria para os EUA<\/h2>\n\n\n\n<p>Eduardo Siqueira, professor da Universidade de Massachusetts em Boston e pesquisador h\u00e1 20 anos da imigra\u00e7\u00e3o brasileira aos EUA, destaca ainda um \u00faltimo fator que pode explicar o aumento recente das remessas: a nova onda de brasileiros deixando o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Normalmente o envio de remessas tem a ver com a necessidade das fam\u00edlias no Brasil, quanto maior a crise, maiores as remessas&#8221;, diz Siqueira.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas \u00e9 preciso tamb\u00e9m considerar o tamanho da popula\u00e7\u00e3o brasileira sa\u00edda do pa\u00eds nos \u00faltimos anos. N\u00e3o \u00e9 surpresa que haja um aumento das remessas, se o tamanho da popula\u00e7\u00e3o brasileira no exterior aumentou&#8221;, considera o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca que, nos EUA, parte consider\u00e1vel da comunidade brasileira vive sem os devidos documentos e por isso sequer aparece nas estat\u00edsticas oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da ag\u00eancia americana de Alf\u00e2ndega e Prote\u00e7\u00e3o de Fronteiras, o n\u00famero de brasileiros cruzando ilegalmente a fronteira sul do pa\u00eds bateu recorde hist\u00f3rico no ano fiscal de 2021 (que vai de 1\u00ba de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021). Foram 56.881 brasileiros detidos, um aumento de 700% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, o auge da migra\u00e7\u00e3o ilegal de brasileiros havia sido em 2019, quando cerca de 18 mil tentaram entrar nos EUA ilegalmente pela fronteira terrestre com o M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta desse aumento na imigra\u00e7\u00e3o ilegal de brasileiros aos EUA via M\u00e9xico, o governo mexicano informou na sexta-feira (26\/11) que voltar\u00e1 a exigir visto de viajantes brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Os EUA s\u00e3o historicamente o principal destino da imigra\u00e7\u00e3o brasileira, com destaque para os Estados americanos de Massachusetts, Fl\u00f3rida, Nova York e Nova Jersey. A exist\u00eancia de uma comunidade brasileira estabelecida nesses locais estimula a continuidade da imigra\u00e7\u00e3o, devido aos v\u00ednculos entre imigrantes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 o que chamamos de imigra\u00e7\u00e3o em cadeia: quem veio primeiro foi voltando para o Brasil e anunciando a possibilidade de ter melhoria de vida nos Estados Unidos. Isso come\u00e7ou fundamentalmente no vale do Rio Doce, ao redor do munic\u00edpio de Governador Valadares, mas depois se expandiu para muitas outras regi\u00f5es do Brasil&#8221;, observa Siqueira.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser um fen\u00f4meno principalmente econ\u00f4mico, de pessoas em busca de melhoria nas condi\u00e7\u00f5es de vida, a imigra\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos tem car\u00e1ter c\u00edclico, crescendo quando a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica no Brasil fica pior.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Aconteceu isso no per\u00edodo do [governo do ex-presidente Fernando] Collor e est\u00e1 acontecendo de novo nesse per\u00edodo mais recente. At\u00e9 antes do governo Bolsonaro, no fim do governo Dilma j\u00e1 come\u00e7ou a haver de novo um pico de imigra\u00e7\u00e3o para c\u00e1&#8221;, diz o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O que explica isso \u00e9 a profunda crise brasileira, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 econ\u00f4mica, mas pol\u00edtica e social e da inseguran\u00e7a em que as pessoas vivem&#8221;, afirma o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com as pessoas perdendo seus empregos, fechando neg\u00f3cios e n\u00e3o vendo alternativas para ficar no Brasil, elas resolvem explorar a possiblidade de vir para os Estados Unidos. Mas a situa\u00e7\u00e3o aqui tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e as pessoas muitas vezes sofrem bastante.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Dinheiro-do-Brasil-para-fora-\">Dinheiro do Brasil para fora<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto as remessas do exterior ao Brasil cresceram fortemente em 2020 e 2021, as transfer\u00eancias em sentido contr\u00e1rio, do Brasil para outros pa\u00edses, registraram forte queda no ano passado, mas mostram recupera\u00e7\u00e3o em 2021, por\u00e9m em n\u00edveis ainda abaixo do pr\u00e9-pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, as transfer\u00eancias pessoais do Brasil ao exterior somaram US$ 1,47 bilh\u00e3o (R$ 8,18 bilh\u00f5es), queda de 30% em rela\u00e7\u00e3o aos US$ 2,09 bilh\u00f5es enviados para fora em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>De janeiro a setembro de 2021, as remessas para outros pa\u00edses j\u00e1 somam US$ 1,17 bilh\u00e3o, aumento de 10% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2020, mas ainda abaixo do US$ 1,54 bilh\u00e3o transferido para fora de janeiro a setembro de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Em volume de dinheiro enviado, os principais destinos s\u00e3o EUA, Portugal e Reino Unido, em linha com as maiores comunidades brasileiras no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os maiores crescimentos no envio de dinheiro em 2021 foram para Bol\u00edvia (29%) e Haiti (19%), refletindo a retomada da economia brasileira, que permitiu aos imigrantes desses pa\u00edses que vivem no Brasil voltar a enviar recursos para suas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, o Brasil recebeu pouco mais de 1 milh\u00e3o de imigrantes entre 2011 e 2019, dos quais 660 mil de longo termo, que s\u00e3o aqueles que permanecem no pa\u00eds por per\u00edodo longo. Neste segundo grupo, as maiores comunidades s\u00e3o as de venezuelanos (142 mil), paraguaios (97 mil), bolivianos (58 mil) e haitianos (54 mil).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do n\u00famero significativo de imigrantes no Brasil, a Venezuela n\u00e3o se destaca nas remessas registradas pelo Banco Central, devido \u00e0 baixa confian\u00e7a no sistema financeira do pa\u00eds \u2014 os imigrantes venezuelanos tendem a mandar dinheiro para suas fam\u00edlias fisicamente, cruzando a fronteira, ou por meios alternativos ao sistema financeiro oficial.<\/p>\n\n\n\n<p>Rosana Camacho, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Residentes Bolivianos, avalia que a queda de 45% nas remessas \u00e0 Bol\u00edvia no ano passado e a alta de 29% este ano s\u00e3o um retrato das dificuldades e da recupera\u00e7\u00e3o vividas pelos trabalhadores bolivianos no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Boa parte da comunidade boliviana trabalha no com\u00e9rcio e na \u00e1rea t\u00eaxtil. Quando fechou tudo, paralisou a produ\u00e7\u00e3o e as vendas, muitos ficaram desempregados e muitos tamb\u00e9m retornaram para a Bol\u00edvia devido \u00e0 falta de trabalho&#8221;, conta Camacho.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a reabertura da economia, a situa\u00e7\u00f5es dos imigrantes melhorou, mas ainda assim, eles est\u00e3o sofrendo com os mesmo problemas que os brasileiros: escassez de mat\u00e9rias primas vindas da China, alta de custos de produ\u00e7\u00e3o e aumento do custo de vida devido \u00e0 infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Todos os problemas que afligem os brasileiros, afligem os imigrantes, mas um pouquinho pior, porque o imigrante em geral est\u00e1 na informalidade e no subemprego&#8221;, observa a presidente da associa\u00e7\u00e3o dos bolivianos. &#8220;Subiu g\u00e1s, subiu luz, subiu a alimenta\u00e7\u00e3o, o que o imigrante consegue poupar para mandar fica menor.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA<br>Fonte: BBC Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>29\/11\/2021 Cristina Costa, de 50 anos e moradora h\u00e1 20 deles de Marlborough, no Estado americano de Massachusetts, conta que nunca esteve t\u00e3o vantajoso mandar dinheiro de volta ao Brasil. &#8220;Hoje tenho uma empresa de limpeza, uma de paisagismo e tamb\u00e9m trabalho em tempo parcial num supermercado&#8221;, conta a mineira de Belo Horizonte. &#8220;Eu sempre [&#8230;]\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1131,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[23],"tags":[69,56,259,409,78,226],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1130"}],"collection":[{"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1130"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1130\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1132,"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1130\/revisions\/1132"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1131"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}