{"id":2033,"date":"2023-05-26T15:39:53","date_gmt":"2023-05-26T15:39:53","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=2033"},"modified":"2023-06-27T18:51:00","modified_gmt":"2023-06-27T18:51:00","slug":"ilha-da-queimada-grande-ilha-das-cobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/ilha-da-queimada-grande-ilha-das-cobras\/","title":{"rendered":"Ilha da Queimada Grande &#8211; Ilha das Cobras"},"content":{"rendered":"<p>Segundo bi\u00f3logos do Instituto Butantan, que estudam os animais da regi\u00e3o desde 1911, a popula\u00e7\u00e3o estimada de cobras na Ilha da Queimada Grande \u00e9 de pelo menos 15 mil indiv\u00edduos. O local abriga duas esp\u00e9cies de jararacas: a Ilhoa (<em>Bothrops insularis<\/em>) e a Dormideira (<em>Dipsas mikanii<\/em>). A primeira delas \u00e9 end\u00eamica da ilha, ou seja, n\u00e3o ocorre em nenhum outro lugar no mundo.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de serpentes, segundo o Butantan, o local s\u00f3 perde para a Ilha de Shedao, na China, que abriga por volta de 20 mil desses animais. Entretanto, a Ilha paulista tem o t\u00edtulo de local com maior densidade populacional de uma \u00fanica esp\u00e9cie de serpente no mundo pela quantidade de jararacas-ilhoa que vivem em seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<h2><strong>Ningu\u00e9m mora na\u00a0<\/strong><strong>\u201c<\/strong><strong>Ilha das Cobras<\/strong><strong>\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>O primeiro registro hist\u00f3rico da Ilha da Queimada Grande data de 1532, resultado da expedi\u00e7\u00e3o colonizadora enviada ao Brasil comandada pelo militar portugu\u00eas Martim Afonso de Souza, informa o artigo<em>\u00a0\u201cInstituto Butantan e a jararaca-ilhoa: 100 anos de hist\u00f3ria, mitos e ci\u00eancia\u201d<\/em>, realizado por pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e do\u00a0 Laborat\u00f3rio de Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Instituto.<\/p>\n<p>Mas a ilha era inabitada at\u00e9 o final do s\u00e9culo 19, quando a Marinha do Brasil implantou um farol de balizamento mar\u00edtimo\u00a0no local, cuja manuten\u00e7\u00e3o era realizada por faroleiros que residiam ali. O trabalho era dif\u00edcil e perigoso por conta do risco de ataques das serpentes.<\/p>\n<p>Ainda segundo o artigo, a pr\u00f3pria Marinha do Brasil, por diversas vezes, ateou fogo na mata da ilha na tentativa de acabar com a popula\u00e7\u00e3o excessiva de cobras. O nome \u201cQueimada Grande\u201d \u00e9 resultado desses recorrentes inc\u00eandios, t\u00e3o fortes que podiam ser avistados do continente.<\/p>\n<p>Desde que o farol foi automatizado na d\u00e9cada de 1920, ningu\u00e9m mais reside na Ilha das Cobras. Segundo a Prefeitura de Itanha\u00e9m, o desembarque de turistas \u00e9 proibido e apenas profissionais da \u00e1rea ambiental est\u00e3o autorizados a frequentar o local. Desde 1985, a \u00e1rea \u00e9 tombada como uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo bi\u00f3logos do Instituto Butantan, que estudam os animais da regi\u00e3o desde 1911, a popula\u00e7\u00e3o estimada de cobras na Ilha da Queimada Grande \u00e9 de pelo menos 15 mil indiv\u00edduos. O local abriga duas esp\u00e9cies de jararacas: a Ilhoa (Bothrops insularis) e a Dormideira (Dipsas mikanii). 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