{"id":287,"date":"2020-12-02T22:29:58","date_gmt":"2020-12-02T22:29:58","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=287"},"modified":"2020-12-02T22:29:58","modified_gmt":"2020-12-02T22:29:58","slug":"fotografo-frances-que-registrou-o-rj-ha-100-anos-ganha-livro-g1-mostra-como-os-cliques-estao-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/fotografo-frances-que-registrou-o-rj-ha-100-anos-ganha-livro-g1-mostra-como-os-cliques-estao-hoje\/","title":{"rendered":"Fot\u00f3grafo franc\u00eas que registrou o RJ h\u00e1 100 anos ganha livro; G1 mostra como os cliques est\u00e3o hoje"},"content":{"rendered":"\n<p>02\/12\/2020<\/p>\n\n\n\n<p>O franc\u00eas Andr\u00e9-Charles Armeilla esteve na capital federal entre 1903 e 1913. Publica\u00e7\u00e3o joga um pouco de luz sobre sua produ\u00e7\u00e3o e sua vida, da qual pouqu\u00edssimos detalhes s\u00e3o conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um fot\u00f3grafo que contribuiu para o registro hist\u00f3rico do RJ vai passar a ser mais conhecido pelos cariocas. At\u00e9 ent\u00e3o,&nbsp;quase nada se sabia&nbsp;sobre o franc\u00eas&nbsp;<strong>Andr\u00e9-Charles Armeilla<\/strong>. Isso impedia seu reconhecimento como um dos principais respons\u00e1veis pela iconografia carioca e fluminense do in\u00edcio do s\u00e9culo 20.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro&nbsp;<strong>Armeilla: um mestre esquecido da paisagem carioca<\/strong>&nbsp;chega \u00e0s livrarias com&nbsp;<strong>180 fotos<\/strong>&nbsp;do franc\u00eas e a miss\u00e3o de jogar luz sobre sua produ\u00e7\u00e3o e sua vida. O fot\u00f3grafo viveu no Rio de Janeiro entre 1903 e 1913 e morreu quase \u00e0 indig\u00eancia na pr\u00f3pria cidade, com presum\u00edveis 60 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Usando os mesmos \u00e2ngulos de Armeilla, o\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0fez uma compara\u00e7\u00e3o visual\u00a0entre o Rio de Janeiro dos primeiros anos do s\u00e9culo 20 e o dos dias de hoje \u2014 e resume as transforma\u00e7\u00f5es urbanas no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video aligncenter\"><video controls src=\"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/6.1-lapa-1.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p>A colet\u00e2nea foi escrita pelo colecionador&nbsp;<strong>Pedro Corr\u00eaa do Lago<\/strong>, a partir de pesquisa de&nbsp;<strong>Agenor Ara\u00fajo Filho<\/strong>, e saiu pela Editora Capivara.<\/p>\n\n\n\n<p>As imagens reproduzem momentos cotidianos e paisagens da ent\u00e3o capital do Brasil \u2013 material que era vendido para revistas de informa\u00e7\u00e3o da \u00e9poca &#8211; como a\u00a0<strong>K\u00f3smos<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>Careta<\/strong>\u00a0\u2013 e tamb\u00e9m para o j\u00e1 ativo setor tur\u00edstico carioca, que transformava\u00a0os registros do fot\u00f3grafo franc\u00eas em cart\u00f5es-postais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video aligncenter\"><video controls src=\"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/6.2-praia-do-diabo-1-1-1.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar da beleza de seus cliques, a contribui\u00e7\u00e3o de Armeilla para a consolida\u00e7\u00e3o das impress\u00f5es visuais do Rio de Janeiro no imagin\u00e1rio mundial&nbsp;foi esquecida ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Cita\u00e7\u00f5es \u00e0s imagens da cidade feitas naquele per\u00edodo costumam utilizar como exemplos apenas os trabalhos de outros dois fot\u00f3grafos fundamentais para a hist\u00f3ria do Rio,&nbsp;<strong>Marc Ferrez<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Augusto Malta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>&#8220;Esses dois tiveram fam\u00edlias que, ap\u00f3s suas mortes, continuaram divulgando as fotografias que haviam feito. Esse n\u00e3o foi o caso de Armeilla, que, at\u00e9 onde sabemos, era sozinho no mundo. Depois de sua morte, ningu\u00e9m mais fez propaganda de seus registros&#8221;, avaliou Pedro Corr\u00eaa do Lago.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2>Vida oculta<\/h2>\n\n\n\n<p>A vida de Armeilla \u00e9 envolta em mist\u00e9rio, e poucos detalhes s\u00e3o conhecidos sobre sua trajet\u00f3ria \u2013 algo que sempre intrigou os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da d\u00e9cada em que esteve no Rio de Janeiro, sabe-se apenas de uma passagem dele pelo Uruguai. E mesmo essa informa\u00e7\u00e3o, durante muito tempo, era considerada imprecisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os elementos iniciais da pesquisa que resultou no livro sobre o fot\u00f3grafo eram bastante escassos. Havia poucas dezenas de negativos do in\u00edcio do s\u00e9culo 20 que Armeilla escolheu identificar com sua assinatura:\u00a0<strong>\u201cC. Armeilla\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video aligncenter\"><video controls src=\"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/6.3-boa-viagem-1.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p>Pouco antes, existiu um fot\u00f3grafo paisagista chamado\u00a0<strong>\u201cA. Armeilla\u201d<\/strong>, em Montevid\u00e9u, na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo 19, sobre o qual tamb\u00e9m havia pouqu\u00edssimos dados biogr\u00e1ficos.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegou-se a acreditar que&nbsp;poderiam ser duas pessoas diferentes&nbsp;\u2013 parentes de mesmo sobrenome. No entanto, o registro de \u00f3bito afastou essa possibilidade e permitiu o levantamento dos dados biogr\u00e1ficos do artista.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>A pesquisa constatou que se tratava da mesma pessoa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 o fato de termos identificado o nome completo de Armeilla e as iniciais de seus nomes de batismo serem justamente o A e o C com que os &#8216;fot\u00f3grafos Armeilla&#8217; assinaram suas obras&#8221;, esclareceu Agenor, no cap\u00edtulo \u201cEm busca de uma obra oculta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso nos leva a crer que se trata da mesma pessoa, que j\u00e1 chega ao Rio de Janeiro para uma segunda carreira (que talvez n\u00e3o imaginasse t\u00e3o fugaz) com a respeit\u00e1vel bagagem de sua experi\u00eancia como destacado fot\u00f3grafo no Uruguai\u201d, emendou.<\/p>\n\n\n\n<h2>Transforma\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>G1<\/strong>&nbsp;conversou com o historiador Paulo Reis, que detalhou algumas das transforma\u00e7\u00f5es dos bairros retratados por Armeilla.<\/p>\n\n\n\n<p>Um deles \u00e9 a Lapa. &#8220;Um dos primeiros bairros da cidade. Era residencial, mas no in\u00edcio do s\u00e9culo 20 se transforma um bairro bo\u00eamio. Ficou abandonado por um tempo, e hoje retorna a essa caracter\u00edstica de bairro bo\u00eamio, o que guarda a cultura da cidade&#8221;, ensinou.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Niter\u00f3i come\u00e7ou pelo Fonseca &#8220;e se abriu em leque&#8221;. &#8220;Entre o Ing\u00e1 e Icara\u00ed temos a Praia da Boa Viagem. Nas imagens antigas, a gente v\u00ea pescadores, cai\u00e7aras, uma calmaria que hoje n\u00e3o tem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1008\" height=\"733\" src=\"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/6.5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-296\" srcset=\"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/6.5.jpg 1008w, https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/6.5-550x400.jpg 550w, https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/6.5-768x558.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1008px) 100vw, 1008px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>02\/12\/2020 O franc\u00eas Andr\u00e9-Charles Armeilla esteve na capital federal entre 1903 e 1913. 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