{"id":353,"date":"2020-12-28T23:55:28","date_gmt":"2020-12-28T23:55:28","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=353"},"modified":"2020-12-28T23:55:28","modified_gmt":"2020-12-28T23:55:28","slug":"as-especies-escondidas-nas-profundezas-do-atlantico-que-a-ciencia-desconhecia-ate-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/as-especies-escondidas-nas-profundezas-do-atlantico-que-a-ciencia-desconhecia-ate-agora\/","title":{"rendered":"As esp\u00e9cies escondidas nas profundezas do Atl\u00e2ntico que a ci\u00eancia desconhecia at\u00e9 agora"},"content":{"rendered":"\n<p>28\/12\/2020<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um estudo que investigou as profundezas do oceano Atl\u00e2ntico durante quase cinco anos revelou detalhes sem precedentes de 12 esp\u00e9cies at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas da ci\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de musgos marinhos, moluscos e corais que n\u00e3o tinham sido descobertos at\u00e9 agora porque o fundo do mar \u00e9 ainda muito inexplorado, afirmam os cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os pesquisadores alertam que os animais rec\u00e9m-descobertos j\u00e1 podem estar sob a amea\u00e7a das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que est\u00e3o mudando a composi\u00e7\u00e3o das \u00e1guas mar\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>O di\u00f3xido de carbono absorvido pelo oceano est\u00e1 tornando-o mais \u00e1cido, causando a corros\u00e3o dos esqueletos dos corais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas envolvidos no projeto, chamado de Atlas, enfatizaram que &#8220;n\u00e3o \u00e9 tarde demais para proteger essas esp\u00e9cies especiais&#8221; e os importantes habitats que elas ocupam.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Algumas-descobertas-importantes-da-miss\u00e3o-no-Atl\u00e2ntico\">Algumas descobertas importantes da miss\u00e3o no Atl\u00e2ntico:<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>&#8211; Novas esp\u00e9cies:&nbsp;<\/strong>&#8220;Pelo menos&#8221; 12 novas esp\u00e9cies de \u00e1guas profundas. A equipe tamb\u00e9m encontrou cerca de 35 novos registros de esp\u00e9cies em \u00e1reas onde antes eram desconhecidas<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8211; Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong>: o aquecimento dos oceanos, a acidifica\u00e7\u00e3o e a diminui\u00e7\u00e3o da disponibilidade de alimentos ir\u00e3o se combinar para mudar significativamente e reduzir a disponibilidade de habitats adequados para as esp\u00e9cies do fundo do mar at\u00e9 2100<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8211; Fontes hidrotermais:<\/strong>&nbsp;os cientistas descobriram um campo destas fontes termais no fundo do mar nos A\u00e7ores, em Portugal. Os campos hidrot\u00e9rmicos s\u00e3o \u00e1reas importantes de produtividade biol\u00f3gica relativamente alta, que hospedam comunidades complexas no meio do vasto oceano profundo<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Cidades-das-profundezas\">Cidades das profundezas<\/h2>\n\n\n\n<p>Como observou o professor George Wolff, qu\u00edmico oce\u00e2nico da Universidade de Liverpool que esteve envolvido no projeto, &#8220;ainda podemos dizer que temos mapas melhores da superf\u00edcie da Lua e de Marte do que do fundo do mar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, sempre que voc\u00ea vai para o fundo do oceano, voc\u00ea encontra algo novo \u2014 n\u00e3o apenas esp\u00e9cies individuais, mas ecossistemas inteiros.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Murray Roberts, da Universidade de Edimburgo \u2014 que liderou o projeto Atlas\u2014, disse \u00e0 BBC News que quase cinco anos de explora\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o revelaram alguns &#8220;lugares especiais&#8221; no oceano e &#8220;como eles funcionam&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Encontramos comunidades inteiras formadas por esponjas ou corais, que formam as cidades do fundo do mar&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Elas sustentam a vida. Portanto, peixes realmente importantes usam esses locais como \u00e1reas de desova. Se essas cidades forem danificadas por usos humanos destrutivos, esses peixes n\u00e3o ter\u00e3o onde se reproduzir e a fun\u00e7\u00e3o de todos esses ecossistemas ser\u00e1 perdida para as gera\u00e7\u00f5es futuras.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 como entender que a floresta tropical \u00e9 um lugar importante para a biodiversidade terrestre. O mesmo vale para o fundo do mar: h\u00e1 lugares importantes que precisam ser protegidos \u2014 e, o mais importante, todos est\u00e3o conectados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Diminuindo-a-velocidade-das-correntes-oce\u00e2nica\">Diminuindo a velocidade das correntes oce\u00e2nica<\/h2>\n\n\n\n<p>O projeto envolveu pesquisadores de 13 pa\u00edses ao redor do Atl\u00e2ntico \u2014 combinando qu\u00edmica e f\u00edsica oce\u00e2nica, al\u00e9m de descoberta biol\u00f3gica, para descobrir como o ambiente do oceano est\u00e1 mudando com o aquecimento mundial e como os humanos exploram mais do fundo do mar para pesca e extra\u00e7\u00e3o de minerais.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo das correntes oce\u00e2nicas e dos dep\u00f3sitos de f\u00f3sseis no fundo do mar revelou que as principais correntes do Atl\u00e2ntico Norte diminu\u00edram drasticamente em resposta \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As implica\u00e7\u00f5es disso s\u00e3o complicadas, mas potencialmente as conex\u00f5es entre os ecossistemas est\u00e3o sendo reduzidas&#8221;, explicou o professor Roberts, porque as correntes oce\u00e2nicas s\u00e3o as rodovias que ligam diferentes habitats na vastid\u00e3o do oceano profundo.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Fora-de-vista\">Fora de vista<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;O valor de todo esse conhecimento nos permite entender o que podemos arriscar e perder&#8221;, disse a professora Claire Armstrong, economista de recursos naturais da Universidade de Troms\u00f8, na Noruega.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O fundo do oceano pode estar t\u00e3o longe da vista e da mente que n\u00e3o temos consci\u00eancia do que estamos fazendo aos seus ambientes e das consequ\u00eancias do que fazemos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma popula\u00e7\u00e3o global em crescimento, polui\u00e7\u00e3o crescente e \u00e1reas emergentes de atividade comercial no fundo do mar, incluindo a prospec\u00e7\u00e3o para produtos m\u00e9dicos e industrialmente \u00fateis, os cientistas marinhos dizem que \u00e9 vital preencher as lacunas em nosso conhecimento sobre o oceano.<\/p>\n\n\n\n<p>O oceano n\u00e3o \u00e9 um recurso infinito, acrescentou o professor Armstrong. &#8220;Conservar e saber o que podemos precisar no futuro \u00e9 muito, muito dif\u00edcil.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: BBC Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>28\/12\/2020 Um estudo que investigou as profundezas do oceano Atl\u00e2ntico durante quase cinco anos revelou detalhes sem precedentes de 12 esp\u00e9cies at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas da ci\u00eancia. 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