{"id":443,"date":"2021-02-05T21:53:00","date_gmt":"2021-02-05T21:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=443"},"modified":"2021-02-08T21:58:45","modified_gmt":"2021-02-08T21:58:45","slug":"a-fascinante-descoberta-da-rede-de-estradas-celestiais-que-poderia-revolucionar-viagens-espaciais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/a-fascinante-descoberta-da-rede-de-estradas-celestiais-que-poderia-revolucionar-viagens-espaciais-2\/","title":{"rendered":"A fascinante descoberta da rede de &#8216;estradas celestiais&#8217; que poderia revolucionar viagens espaciais"},"content":{"rendered":"\n<p>05\/02\/2020<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se voc\u00ea j\u00e1 teve o prazer de dirigir r\u00e1pido em uma estrada vazia, imagine fazer o mesmo percorrendo uma via expressa no espa\u00e7o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em um estudo recente, um grupo de astr\u00f4nomos afirma ter descoberto uma rede de &#8220;rodovias celestiais&#8221; que permitiria que espa\u00e7onaves fossem enviadas a partes remotas do sistema solar a uma velocidade sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00e1lculos dos pesquisadores mostram que um asteroide pode viajar de J\u00fapiter a Netuno em menos de uma d\u00e9cada por meio dessas supervias.<\/p>\n\n\n\n<p>Um objeto que viaja por um s\u00e9culo por uma rodovia celestial poderia completar uma dist\u00e2ncia de 15 bilh\u00f5es de quil\u00f4metros, o que equivale a 100 vezes a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas como funcionam essas estradas c\u00f3smicas e o que elas nos ensinam sobre o universo?<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Um-corredor-invis\u00edvel\">Um corredor invis\u00edvel<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;Para simplificar, essas rodovias s\u00e3o produzidas pelos planetas&#8221;, diz Aaron Rosengren, um dos autores do estudo e professor de engenharia mec\u00e2nica e aeroespacial na Universidade da Calif\u00f3rnia, em San Diego, nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas rotas expressas s\u00e3o formadas devido \u00e0 atra\u00e7\u00e3o gravitacional entre os planetas, criando assim um corredor invis\u00edvel que se estende do cintur\u00e3o de asteroides localizado entre as \u00f3rbitas de J\u00fapiter e Marte, para al\u00e9m de Urano.<\/p>\n\n\n\n<p>Usando simula\u00e7\u00f5es de computador e analisando milh\u00f5es de \u00f3rbitas no sistema solar, os especialistas notaram que arcos s\u00e3o formados ao redor de cada planeta, que por sua vez formam o que eles chamam de &#8220;coletores espaciais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os arcos e coletores s\u00e3o produzidos pela intera\u00e7\u00e3o da gravidade entre dois objetos que est\u00e3o em \u00f3rbita.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, um &#8220;corredor gravitacional&#8221; \u00e9 gerado, como descreve Shane Ross, um engenheiro aeroespacial da Virginia Tech University, em um artigo no portal Live Science.<\/p>\n\n\n\n<p>Este v\u00eddeo mostra uma simula\u00e7\u00e3o de como os arcos s\u00e3o formados ao longo de um coletor espacial durante um per\u00edodo de 120 anos:<\/p>\n\n\n\n<p>Embora sejam invis\u00edveis, as simula\u00e7\u00f5es de computador mostraram como a trajet\u00f3ria de part\u00edculas que se aproximaram de planetas como J\u00fapiter, Urano ou Netuno foi afetada ao entrar nos coletores.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, eles observaram que &#8220;cada planeta gera esses arcos e todas essas estruturas podem interagir umas com as outras para produzir rotas de transporte complexas&#8221;, explica Rosengren.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas j\u00e1 sabiam que cada planeta pode formar seu pr\u00f3prio &#8220;circuito de estradas celestiais&#8221;, mas s\u00f3 agora descobriram que essas rotas podem se cruzar com as de outros planetas e, assim, formar uma rede mais complexa.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"A-grande-rodovia-de-J\u00fapiter\">A grande rodovia de J\u00fapiter<\/h2>\n\n\n\n<p>O maior n\u00famero de rodovias detectadas pelos pesquisadores foi encontrado na \u00e1rea para onde influem as for\u00e7as gravitacionais de J\u00fapiter, o maior planeta do sistema solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Coletores de J\u00fapiter poderia ser a explica\u00e7\u00e3o para o comportamento de cometas e asteroides que tendem a pairar em torno do planeta antes de filmar fora de \u00f3rbita.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 incr\u00edvel como os coletores que emanam de J\u00fapiter podem penetrar no sistema solar&#8221;, escreve Rosengren no Live Science.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"O-passo-seguinte\">O passo seguinte<\/h2>\n\n\n\n<p>Entender como essa rede de rodovias funciona, incluindo aquelas pr\u00f3ximas \u00e0 Terra, pode ser a chave para us\u00e1-las como rotas r\u00e1pidas para viagens espaciais que podem ir mais longe em menos tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, explicam os autores do estudo, pode ser \u00fatil monitorar a trajet\u00f3ria de objetos que podem colidir com nosso planeta, bem como monitorar o n\u00famero crescente de sat\u00e9lites artificiais que flutuam entre a Terra e a Lua.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: BBC Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>05\/02\/2020 Se voc\u00ea j\u00e1 teve o prazer de dirigir r\u00e1pido em uma estrada vazia, imagine fazer o mesmo percorrendo uma via expressa no espa\u00e7o. 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