{"id":577,"date":"2021-04-01T12:27:00","date_gmt":"2021-04-01T12:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=577"},"modified":"2021-04-08T12:28:28","modified_gmt":"2021-04-08T12:28:28","slug":"estradas-e-construcoes-derretem-com-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/estradas-e-construcoes-derretem-com-aquecimento-global\/","title":{"rendered":"Estradas e constru\u00e7\u00f5es \u2018derretem\u2019 com aquecimento global"},"content":{"rendered":"\n<p>01\/04\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No alto das montanhas da China, uma estrada solit\u00e1ria leva ao Tibete. Percorrendo mais de mil quil\u00f4metros, a rodovia Qinghai-Tibet chegou a transportar 85% de todas as mercadorias que entram e saem da regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi constru\u00edda sobre areias movedi\u00e7as. Ou melhor, solo derretido. O permafrost (a camada perene de gelo) abaixo da rodovia est\u00e1 derretendo, fazendo com que o terreno ceda.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, por sua vez, enverga e distorce a pr\u00f3pria estrada. Alguns trechos da rodovia agora s\u00e3o marcados por grandes rachaduras.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras partes, a superf\u00edcie da estrada ficou ondulada e irregular, se deformando \u00e0 medida que o solo abaixo afunda.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores que estudaram essas mudan\u00e7as ao longo do tempo na China observaram que o ritmo de derretimento do permafrost est\u00e1 aumentando, assim como os danos acumulados nesta e em outras rodovias.<\/p>\n\n\n\n<p>Um artigo publicado em abril de 2020 afirma que os respons\u00e1veis \u200b\u200bpela constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de estradas em \u00e1reas de permafrost nesta parte do mundo v\u00e3o enfrentar &#8220;desafios de engenharia significativos&#8221; \u00e0 medida que o degelo se agravar nos pr\u00f3ximos 100 anos. Os engenheiros ferrovi\u00e1rios ter\u00e3o problemas semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta regi\u00e3o \u2014 e em v\u00e1rios outros climas frios \u2014, o permafrost que se manteve firme por milhares de anos est\u00e1 agora se infiltrando no solo aquecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00e9dios, estradas, ferrovias e dutos constru\u00eddos nessas \u00e1reas correm cada vez mais risco de avaria.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Invernos-mais-quentes\">Invernos mais quentes<\/h2>\n\n\n\n<p>O derretimento do permafrost representa um perigo para o mundo inteiro, uma vez que armazena enormes volumes de carbono que podem ser liberados na atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, no curto prazo, s\u00e3o as pessoas que vivem nessas regi\u00f5es que est\u00e3o sentindo o impacto primeiro, porque o aquecimento est\u00e1 acontecendo mais r\u00e1pido no \u00c1rtico e em lugares montanhosos, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por muitos s\u00e9culos, os ind\u00edgenas que vivem em regi\u00f5es frias foram capazes de se adaptar ao clima. Mas quando as sociedades industrializadas se espalharam para esses lugares remotos, elas tentaram dominar a natureza selvagem \u00e1rtica com concreto e a\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, a industrializa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m acelerou as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, levando invernos mais quentes para essas regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A lista de estruturas e edif\u00edcios conhecidos por terem sido danificados pelo permafrost \u00e9 longa e variada. Inclui as paredes de blocos de apartamentos na cidade russa de Yakutsk, que agora est\u00e3o se partindo.<\/p>\n\n\n\n<p>Oleodutos na R\u00fassia e em outros pa\u00edses correm o risco de romper gra\u00e7as \u00e0 mudan\u00e7a no solo, podendo levar a desastrosos derramamentos de \u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 o caso da Igreja de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria em Inuvik, no Canad\u00e1, onde o clero viu a constru\u00e7\u00e3o se deformar ao longo dos anos enquanto o solo abaixo dela cedia.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Problemas-enormes\">&#8216;Problemas enormes&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Os engenheiros devem agora levar em conta as flutua\u00e7\u00f5es perigosas de um terreno outrora s\u00f3lido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fazer isso, eles est\u00e3o criando maneiras inovadoras de resfriar a Terra sob seus p\u00e9s, para tentar salvar as estruturas humanas da instabilidade causada pelo degelo.<\/p>\n\n\n\n<p>Guy Dor\u00e9 viu esses efeitos. As longas rachaduras no asfalto de uma estrada podem ser t\u00e3o amplas que voc\u00ea consegue enfiar o p\u00e9 na fenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Dor\u00e9, da Universidade Laval, no Canad\u00e1, estuda h\u00e1 anos o que degelo do permafrost causa na infraestrutura constru\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os problemas s\u00e3o enormes&#8221;, diz ele, acrescentando que cerca de metade da extens\u00e3o das estradas constru\u00eddas em \u00e1reas de permafrost no Canad\u00e1 correm risco de se tornarem inst\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos falando de milh\u00f5es de d\u00f3lares em custos adicionais de manuten\u00e7\u00e3o em \u00e1reas onde voc\u00ea n\u00e3o tem muitos recursos para fazer isso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A desestabiliza\u00e7\u00e3o do solo devido ao derretimento do permafrost \u00e9 um processo lento e gradual. Se um trecho de asfalto rachar, voc\u00ea n\u00e3o pode simplesmente recapear e deixar pra l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que o solo continua a se deformar, os danos v\u00e3o aparecer novamente, talvez um ano depois.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Asfalto-quente\">Asfalto quente<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando as pessoas constru\u00edram estradas nessas \u00e1reas isoladas, presumiram que o degelo do solo poderia amea\u00e7ar a estabilidade das mesmas, diz Dor\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, os engenheiros de meados do s\u00e9culo 20 geralmente espalhavam cascalho no solo rico em gelo antes de construir a estrada no topo.<\/p>\n\n\n\n<p>O cascalho tinha o efeito de isolar o solo abaixo, estabilizando o terreno. Mas em alguns lugares esse amortecedor n\u00e3o \u00e9 mais eficaz porque grande parte do gelo derreteu.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos num ponto em que a degrada\u00e7\u00e3o est\u00e1 acontecendo no antigo permafrost, que nunca derreteu&#8221;, explica Dor\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a clim\u00e1tica pode ser um fator importante por tr\u00e1s dessas mudan\u00e7as, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. O asfalto escuro usado em muitas estradas absorve o calor do Sol e o distribui para o solo logo abaixo, o que acelera o degelo.<\/p>\n\n\n\n<p>O dano tende a ocorrer de forma localizada. Por exemplo, cerca de 20% da rodovia Qinghai-Tibet acumulou avarias devido \u00e0 instabilidade do solo at\u00e9 agora, enquanto o restante permanece relativamente est\u00e1vel, por ora.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Constru\u00e7\u00f5es-em-risco\">Constru\u00e7\u00f5es em risco<\/h2>\n\n\n\n<p>Os edif\u00edcios, apesar de terem dimens\u00f5es muito menores, tamb\u00e9m est\u00e3o correndo risco.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o jornal americano The New York Times, o degelo do permafrost causou afundamento do solo e danos em cerca de mil 000 edif\u00edcios na cidade russa de Yakutsk.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma popula\u00e7\u00e3o de 280 mil pessoas, \u00e9 a maior cidade do mundo constru\u00edda em uma \u00e1rea de permafrost.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma hist\u00f3ria semelhante aconteceu em Svalbard, um arquip\u00e9lago noruegu\u00eas. Centenas de casas foram demolidas nos \u00faltimos anos porque foram constru\u00eddas sobre alicerces de madeira que agora se tornaram inst\u00e1veis \u200b\u200bno terreno flex\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, essas dores de cabe\u00e7a s\u00f3 parecem piorar com o tempo. Em 2020, pesquisadores locais registraram o ver\u00e3o mais quente em Svalbard desde que os registros come\u00e7aram.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vimos um derretimento sem precedentes nas geleiras e degelo do permafrost&#8221;, afirma o cientista polar Kim Holm\u00e9n, do Instituto Polar Noruegu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Evitando-o-pior\">Evitando o pior<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel diminuir o impacto nas constru\u00e7\u00f5es usando funda\u00e7\u00f5es mais robustas ou melhorando a ventila\u00e7\u00e3o sob a estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, em algumas cidades russas, acredita-se que um ter\u00e7o ou metade dos edif\u00edcios tenham acumulado danos devido \u00e0 perda do permafrost \u2014 mas alguns poderiam ter sido evitados com uma melhor manuten\u00e7\u00e3o ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma estimativa, publicada em 2018, sugere que um ter\u00e7o da infraestrutura constru\u00edda do \u00c1rtico corre risco de sofrer danos em decorr\u00eancia do permafrost nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>No norte do Canad\u00e1, uma constru\u00e7\u00e3o revela como pode ser dif\u00edcil mitigar essas press\u00f5es. A Igreja de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria, na pequena cidade de Inuvik, foi constru\u00edda em forma de iglu h\u00e1 50 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O mission\u00e1rio que supervisionou sua constru\u00e7\u00e3o explicou mais tarde que a forma cil\u00edndrica tinha o objetivo de ajudar a redistribuir as tens\u00f5es do solo \u00e0 medida que ele congelasse e descongelasse com o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>A igreja tamb\u00e9m fica sobre uma forte laje de concreto em forma de disco gigante, com uma camada de cascalho por baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso protegeu a constru\u00e7\u00e3o da geada que deformava o solo no passado, mas com o aumento da perda de permafrost, a igreja agora come\u00e7ou a se inclinar \u2014 como um barco com fundo de concreto balan\u00e7ando lentamente em um mar de solo em movimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Futuro-incerto\">&#8216;Futuro incerto&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Jon Hansen, bispo de Mackenzie-Fort Smith, conhece bem a igreja cat\u00f3lica. Ele j\u00e1 foi seu p\u00e1roco, e agora ela faz parte de sua diocese.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele diz que o disco da funda\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a rachar. O ch\u00e3o agora se inclina de forma irregular, e algumas partes se ergueram, bloqueando as portas.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o ruim que os funcion\u00e1rios precisam ajustar as portas internas todos os anos, para evitar que emperrem. &#8220;A igreja ainda pode ser usada, mas seu futuro \u00e9 incerto&#8221;, diz Hansen.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acredita que as temperaturas mais altas causaram o degelo do permafrost, mas os problemas da igreja provavelmente foram agravados pelo aumento de constru\u00e7\u00f5es nas proximidades. A presen\u00e7a de mais edif\u00edcios significa que o solo tem menos capacidade de esfriar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os funcion\u00e1rios da igreja exploraram maneiras de ajustar a estrutura para torn\u00e1-la mais resiliente, por exemplo, trocando os postes de madeira que sustentam o pr\u00e9dio por outros de a\u00e7o ajust\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles tamb\u00e9m come\u00e7aram a ventilar o forro sob o piso da constru\u00e7\u00e3o, acima da funda\u00e7\u00e3o de concreto, a fim de manter o terreno abaixo o mais frio poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores locais est\u00e3o agora monitorando essas interven\u00e7\u00f5es para ver se s\u00e3o eficazes.<\/p>\n\n\n\n<p>O design da igreja, diz Hansen, \u00e9 uma prova da engenhosidade dos primeiros desbravadores do \u00c1rtico, mas tamb\u00e9m um alerta de quanto o clima global est\u00e1 mudando.<\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia para congelar novamente o solo e estabilizar a constru\u00e7\u00e3o poderia, em teoria, ser instalada, mas isso, diz Hansen, estaria muito al\u00e9m do or\u00e7amento da igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras partes do \u00c1rtico, empresas com mais recursos est\u00e3o recorrendo \u00e0 tecnologia para manter o solo congelado e est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas companhias de petr\u00f3leo, por exemplo, instalam tubos que permitem que o calor escape do solo para o manter frio, de forma que o terreno que sustenta os dutos n\u00e3o se desloque o suficiente para comprometer sua integridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as empresas que adotam essa abordagem, est\u00e1 a ConocoPhillips. De acordo com a companhia, os aparelhos cont\u00eam um fluido que circula de forma passiva, levando o calor do solo para a superf\u00edcie, onde \u00e9 dissipado.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sistema de Oleoduto Trans-Alaska de 1,3 mil km utiliza mais de 124 mil desses dispositivos.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Outras-abordagens\">Outras abordagens<\/h2>\n\n\n\n<p>Dor\u00e9 e seus colegas passaram anos pesquisando a efic\u00e1cia de v\u00e1rias outras t\u00e9cnicas destinadas a manter o solo fresco diante do aumento das temperaturas globais.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma abordagem simples \u00e9 construir aterros rodovi\u00e1rios usando pedras grandes com v\u00e3os consider\u00e1veis \u200b\u200bentre elas. As brechas atuam como poros, permitindo que o calor escape para a superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p>Experimentos ao longo da Alaska Highway entre 2008 e 2011 revelaram como isso poderia manter o permafrost congelado ao longo do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras medidas, como o uso de materiais de constru\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1rios de cores claras e a prote\u00e7\u00e3o do aterro sob um galp\u00e3o de madeira, tamb\u00e9m podem mitigar os efeitos do aquecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em grande escala, qualquer uma dessas t\u00e9cnicas exige muito esfor\u00e7o e dinheiro, o que significa que nem sempre s\u00e3o op\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis \u200b\u200bpara os construtores de estradas.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Inova\u00e7\u00e3o-no-Tibet\">Inova\u00e7\u00e3o no Tibet<\/h2>\n\n\n\n<p>No Planalto Tibetano, v\u00e1rios m\u00e9todos inovadores foram adotados. Ao longo da via expressa Gonghe-Yushu, que passa pelo permafrost a leste da rodovia Qinghai-Tibet, camadas de rocha porosa e dutos de ventila\u00e7\u00e3o permitem que o ar leve o calor de debaixo da estrada para a superf\u00edcie, resfriando o solo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com base em v\u00e1rios anos de monitoramento de desempenho, esses m\u00e9todos de mitiga\u00e7\u00e3o parecem ter sido eficazes&#8221;, escreveram os pesquisadores em um estudo de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Dor\u00e9 conta que, \u00e0s vezes, ouve as pessoas dizerem que os danos causados \u200b\u200bpela degrada\u00e7\u00e3o do permafrost n\u00e3o ser\u00e3o um problema por muito tempo, porque em breve o permafrost dessas \u00e1reas ter\u00e1 derretido, deixando o solo est\u00e1vel permanentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o permafrost, na verdade, derrete incrivelmente devagar. &#8220;N\u00e3o veremos o permafrost desaparecer nos pr\u00f3ximos 30 anos&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, os problemas de engenharia associados a ele provavelmente continuar\u00e3o pelos pr\u00f3ximos cem anos.<\/p>\n\n\n\n<p>E, dadas as consequ\u00eancias que estariam associadas \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica acelerada e perda total do permafrost, esse \u00e9 um dia pelo qual ningu\u00e9m deveria ansiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: BBC Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>01\/04\/2021 No alto das montanhas da China, uma estrada solit\u00e1ria leva ao Tibete. Percorrendo mais de mil quil\u00f4metros, a rodovia Qinghai-Tibet chegou a transportar 85% de todas as mercadorias que entram e saem da regi\u00e3o. Mas foi constru\u00edda sobre areias movedi\u00e7as. Ou melhor, solo derretido. 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