{"id":722,"date":"2021-05-31T23:36:00","date_gmt":"2021-05-31T23:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=722"},"modified":"2021-06-02T23:44:17","modified_gmt":"2021-06-02T23:44:17","slug":"falta-de-vacina-preocupa-e-pib-do-brasil-deve-crescer-menos-que-media-mundial-em-2021-preve-ocde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/falta-de-vacina-preocupa-e-pib-do-brasil-deve-crescer-menos-que-media-mundial-em-2021-preve-ocde\/","title":{"rendered":"Falta de vacina preocupa e PIB do Brasil deve crescer menos que m\u00e9dia mundial em 2021, prev\u00ea OCDE"},"content":{"rendered":"\n<p>31\/05\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ampla dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da covid-19 e medidas restritivas descoordenadas entre os Estados pioraram a situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria no Brasil, considerada &#8220;preocupante&#8221;, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), que tamb\u00e9m aponta, em um estudo publicado nesta segunda-feira (31), o problema da vacina\u00e7\u00e3o &#8220;lenta&#8221; no Brasil como um dos riscos que pesam sobre a recupera\u00e7\u00e3o da economia do pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em seu relat\u00f3rio semestral com perspectivas para a economia global, a OCDE manteve a previs\u00e3o de crescimento de 3,7% do PIB brasileiro em 2021, j\u00e1 feita em um estudo intermedi\u00e1rio divulgado em mar\u00e7o. Mas nesse per\u00edodo a organiza\u00e7\u00e3o melhorou suas proje\u00e7\u00f5es de aumento do PIB mundial neste ano (5,8%) e dos pa\u00edses do G20 (6,3%), da zona do euro (4,3%), e de emergentes como China (8,5%) e Argentina (6,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de crescer abaixo da m\u00e9dia mundial neste ano e menos do que pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina como Col\u00f4mbia (7,6%), Chile (6,7%) e M\u00e9xico (5%), a economia brasileira, segundo a OCDE, dever\u00e1 ter uma expans\u00e3o menor em 2022 do que a estimada anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o revisou para baixo a previs\u00e3o de aumento do PIB do Brasil no pr\u00f3ximo ano: de 2,7% passou para 2,5% no estudo divulgado nesta segunda, que coincide com o in\u00edcio da reuni\u00e3o anual ministerial da OCDE, realizada por videoconfer\u00eancia em raz\u00e3o da crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o ressalta que \u00e9 &#8220;fundamental que as autoridades brasileiras tomem rapidamente medidas para controlar a pandemia, principalmente a acelera\u00e7\u00e3o da campanha de vacina\u00e7\u00e3o e a melhora do rastreamento dos casos de contamina\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A OCDE afirma que a vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19 no Brasil &#8220;est\u00e1 lenta, apesar da capacidade local de produ\u00e7\u00e3o de imunizantes&#8221;. Problemas de abastecimento relacionados \u00e0 disponibilidade de algumas vacinas est\u00e3o reduzindo o ritmo da campanha no pa\u00eds, mas doses adicionais obtidas recentemente devem permitir o aumento da imuniza\u00e7\u00e3o, acrescenta a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, a retomada econ\u00f4mica no Brasil &#8220;permanece fr\u00e1gil&#8221;. Ap\u00f3s um vigoroso crescimento no \u00faltimo trimestre de 2020 e nos dois primeiros meses deste ano, puxado pelo varejo e o setor de servi\u00e7os, houve um forte recuo em mar\u00e7o por conta do agravamento da crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A atividade no primeiro semestre ser\u00e1 moderada, limitada pelo alto n\u00edvel de propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds e restri\u00e7\u00f5es de mobilidade&#8221;, diz a OCDE, destacando que a recupera\u00e7\u00e3o depender\u00e1 da evolu\u00e7\u00e3o da pandemia de covid-19 no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo semestre do ano, nas previs\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 ter uma retomada &#8220;s\u00f3lida&#8221;, impulsionada pelo consumo e pelas exporta\u00e7\u00f5es, se a campanha de vacina\u00e7\u00e3o acelerar e houver melhor controle da propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Apesar do aumento do desemprego, a taxa de poupan\u00e7a \u2014 que teve capta\u00e7\u00e3o recorde em 2020 por conta das restri\u00e7\u00f5es \u00e0s compras \u2014 poder\u00e1 ajudar a manter o consumo, na avalia\u00e7\u00e3o da OCDE.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Grande-risco-\">Grande risco<\/h2>\n\n\n\n<p>As incertezas que pairam sobre a estrat\u00e9gia or\u00e7ament\u00e1ria do governo se tornaram um grande risco para o Brasil, afirma a OCDE. A d\u00edvida p\u00fablica chegar\u00e1 a 90% do PIB no final de 2022, limitando a margem de manobra dos gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o de excluir as despesas da covid-19 do teto de gastos, ainda que &#8220;compreens\u00edvel&#8221; no atual contexto de pandemia, deve ser aplicada com prud\u00eancia para n\u00e3o aumentar a volatilidade dos mercados financeiros e as incertezas em torno da a\u00e7\u00e3o do governo, diz a OCDE.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As autoridades devem claramente limitar o tempo dessa medida e garantir que apenas as despesas limitadas \u00e0 crise da covid-19 sejam exclu\u00eddas do teto de gastos&#8221;, afirma o estudo, acrescentando que a &#8220;credibilidade das pol\u00edticas p\u00fablicas ser\u00e1 importante para continuar atraindo investimentos estrangeiros e limitar a desvaloriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Um grande desafio para o Brasil neste ano, na avalia\u00e7\u00e3o da OCDE, ser\u00e1 achar um bom equil\u00edbrio entre a prote\u00e7\u00e3o social das pessoas de baixa renda e a viabilidade das contas p\u00fablicas. A organiza\u00e7\u00e3o recomenda que a ajuda emergencial seja prolongada at\u00e9 o momento em que houver retomada econ\u00f4mica e o controle da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 espa\u00e7o para financiar a extens\u00e3o dos aux\u00edlios sociais, reorientando os gastos correntes&#8221;, ressalta a OCDE, citando subven\u00e7\u00f5es ao cr\u00e9dito, exonera\u00e7\u00f5es da folha de pagamento para setores espec\u00edficos e o melhor gerenciamento das despesas com sal\u00e1rios dos servidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a OCDE, com o agravamento da situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria no Brasil, os apoios concedidos ser\u00e3o insuficientes para manter o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se as transfer\u00eancias de renda n\u00e3o forem prolongadas e se, paralelamente, a pandemia continuar afetando a atividade econ\u00f4mica, a taxa de pobreza voltar\u00e1 a aumentar neste ano.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A OCDE afirma que o aux\u00edlio emergencial e a extens\u00e3o do Bolsa Fam\u00edlia permitiram que a taxa de pobreza ca\u00edsse em 2020 de 29% para 21% no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O desemprego no pa\u00eds, prev\u00ea a organiza\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 diminuir lentamente com o retorno ao mercado das pessoas que desistiram de procurar vagas, mas a taxa de atividade permanecer\u00e1 significativamente abaixo dos n\u00edveis pr\u00e9-crise, &#8220;mantendo milh\u00f5es de trabalhadores fora do mercado de trabalho.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Recupera\u00e7\u00e3o-desigual-\">Recupera\u00e7\u00e3o desigual<\/h2>\n\n\n\n<p>A perspectiva \u00e9 de forte recupera\u00e7\u00e3o da economia mundial, que dever\u00e1 crescer 5,8% neste ano ap\u00f3s uma queda de 3,5% em 2020, mas ela ser\u00e1 desigual, alerta a OCDE.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pa\u00edses ricos, o avan\u00e7o progressivo da vacina\u00e7\u00e3o permite a reabertura de atividades e as medidas de apoio fiscal ajudam a impulsionar a demanda e mitigar o risco de a pandemia deixar sequelas a longo prazo na economia, preservando empresas e empregos, afirma o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No entanto, em v\u00e1rias economias emergentes, a lentid\u00e3o das campanhas de vacina\u00e7\u00e3o, o surgimento de novas ondas de contamina\u00e7\u00e3o e as medidas de restri\u00e7\u00e3o decorrentes da situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria continuar\u00e3o a pesar no crescimento por algum tempo, especialmente quando a margem de apoio \u00e0s atividades \u00e9 limitada.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora na maior parte dos pa\u00edses o PIB dever\u00e1 voltar aos n\u00edveis anteriores \u00e0 pandemia at\u00e9 o final de 2022, isso est\u00e1 longe de ser suficiente&#8221;, afirma Laurence Boone, economista-chefe da OCDE.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela afirma que a economia global permanece abaixo de sua trajet\u00f3ria de crescimento pr\u00e9-pandemia e em muitos pa\u00edses da OCDE, que re\u00fane principalmente economias ricas, os padr\u00f5es de vida at\u00e9 o final de 2022 n\u00e3o estar\u00e3o de volta ao n\u00edvel esperado antes da crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Boone, v\u00e1rios riscos ainda pairam sobre a economia mundial, entre eles a alta da infla\u00e7\u00e3o e a falta de vacinas nos pa\u00edses emergentes e pobres. &#8220;Esses pa\u00edses teriam mais dificuldades para suportar uma nova redu\u00e7\u00e3o no crescimento provocada pela Covid-19, o que resultaria no aumento da pobreza extrema e potencialmente problemas para obter empr\u00e9stimos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Enquanto a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o mundial n\u00e3o estiver vacinada, estamos todos \u00e0 merc\u00ea do surgimento de novas variantes&#8221;, completa Boone.<\/p>\n\n\n\n<p>BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA<br>Fonte: BBC Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>31\/05\/2021 A ampla dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da covid-19 e medidas restritivas descoordenadas entre os Estados pioraram a situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria no Brasil, considerada &#8220;preocupante&#8221;, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), que tamb\u00e9m aponta, em um estudo publicado nesta segunda-feira (31), o problema da vacina\u00e7\u00e3o &#8220;lenta&#8221; 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