{"id":809,"date":"2021-07-08T22:57:00","date_gmt":"2021-07-08T22:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=809"},"modified":"2021-07-09T22:59:38","modified_gmt":"2021-07-09T22:59:38","slug":"a-historia-do-dinheiro-paulista-que-circulou-em-1932","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/a-historia-do-dinheiro-paulista-que-circulou-em-1932\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria do &#8216;dinheiro paulista&#8217;, que circulou em 1932"},"content":{"rendered":"\n<p>08\/07\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sem dinheiro n\u00e3o se faz nada, nem revolu\u00e7\u00e3o \u2014 era o que acreditavam os paulistas que se insurgiram contra o governo de Get\u00falio Vargas (1882-1954) em 9 de Julho de 1932, no movimento que se tornaria o maior conflito armado brasileiro do s\u00e9culo 20 e entraria para a historiografia como Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, apenas cinco dias depois da eclos\u00e3o do movimento o ent\u00e3o governador aclamado de S\u00e3o Paulo, Pedro de Toledo (1860-1935), decretou a autoriza\u00e7\u00e3o de &#8220;emiss\u00e3o especial de b\u00f4nus do Tesouro do Estado para substituir as disponibilidades dos bancos da capital e do interior junto \u00e0s ag\u00eancias e filiais do Banco do Brasil, no Estado de S\u00e3o Paulo&#8221;, conforme<a href=\"https:\/\/www.al.sp.gov.br\/repositorio\/legislacao\/decreto\/1932\/decreto-5585-14.07.1932.html\">&nbsp;o texto da lei<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Precis\u00e1vamos de c\u00e9dulas para fazer os valores que estavam nos cofres de S\u00e3o Paulo circularem. N\u00e3o t\u00ednhamos o suficiente em c\u00e9dulas e, obviamente, o governo Vargas n\u00e3o ia mandar para c\u00e1 mais c\u00e9dulas de outros bancos de outros estados&#8221;, resume \u00e0 BBC News Brasil o pesquisador e colecionador Ricardo Della Rosa, neto de combatentes e autor do livro &#8216;Revolu\u00e7\u00e3o de 1932: A Hist\u00f3ria da Guerra Paulista em Imagens, Objetos e Documentos&#8217;. &#8220;Ent\u00e3o criou-se o dinheiro paulista, de acordo com o [lastro] que havia nos cofres da \u00e9poca.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Emitiu-se papel-moeda. Era um meio de obter financiamento para o movimento&#8221;, explica \u00e0 reportagem o historiador Marco Ant\u00f4nio Villa, professor da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (Ufscar) e autor do livro &#8216;1932: Imagens de Uma Revolu\u00e7\u00e3o&#8217;. &#8220;Ao emitir papel-moeda, os &#8216;revolucion\u00e1rios&#8217; iam pagando os fornecimentos necess\u00e1rios para a guerra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Afinal, o rompimento das rela\u00e7\u00f5es com o governo central trouxera tamb\u00e9m o isolamento econ\u00f4mico&#8221;, acrescenta o jornalista e escritor Luiz Octavio de Lima (1959-2020), no livro &#8216;1932: S\u00e3o Paulo em Chamas&#8217;. &#8220;S\u00e3o Paulo precisou imprimir o seu pr\u00f3prio dinheiro e passou a emitir c\u00e9dulas de 5, 10, 20, 50, 100 e 200 mil r\u00e9is.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00e3o Paulo constitucionalista teria seu dinheiro pr\u00f3prio enquanto houvesse car\u00eancia daquele federal, porquanto as atividades produtivas n\u00e3o poderiam ser prejudicadas pela falta de meio circulante&#8221;, pontua o escritor, historiador e jornalista Hern\u00e2ni Donato (1922-2012), no livro &#8216;A Revolu\u00e7\u00e3o de 32&#8217;. &#8220;Os b\u00f4nus da Revolu\u00e7\u00e3o ajudariam a refor\u00e7ar o tesouro estadual, especialmente solicitado pelos gastos da guerra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O decreto do governador especificava que o dinheiro paralelo deveria durar somente durante o per\u00edodo de exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma vez restabelecida a normalidade da situa\u00e7\u00e3o [\u2026] ser\u00e3o resgatados os b\u00f4nus emitidos com o produto dos cheques recebidos&#8221;, pontua o artigo segundo do texto. A lei tamb\u00e9m ressaltava que o governo deveria incinerar essas c\u00e9dulas \u00e0 medida que seus valores fossem resgatados \u2014 pelas oficiais da rep\u00fablica. E que o c\u00e2mbio deveria ser o mesmo da moeda nacional \u2014 os mil r\u00e9is, que vigoraram de 1833 a 1942.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos pr\u00e1ticos, a emiss\u00e3o das c\u00e9dulas servia para estimular a produ\u00e7\u00e3o paulista, deixando o Estado &#8220;o mais autossuficiente poss\u00edvel&#8221;, conforme frisa Della Rosa. Na economia da \u00e9poca, completamente off-line, o motor precisava de dinheiro em esp\u00e9cie para funcionar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A emiss\u00e3o [do papel-moeda] foi feita para n\u00e3o acabar com o meio circulante em S\u00e3o Paulo&#8221;, explica \u00e0 BBC News Brasil o administrador e empres\u00e1rio Gilberto Fernando Tenor, presidente da Sociedade Numism\u00e1tica Brasileira. &#8220;O governo federal de Get\u00falio Vargas havia mandado fechar todos os bancos oficiais em S\u00e3o Paulo, para assim [os paulistas] n\u00e3o terem dinheiro em circula\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Tenor deve lan\u00e7ar em 2022 um livro sobre o assunto, cujo t\u00edtulo provis\u00f3rio \u00e9 &#8216;A Numism\u00e1tica Paulista Atrav\u00e9s da Revolu\u00e7\u00e3o de 1932&#8217;<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"A-Casa-da-Moeda-de-S\u00e3o-Paulo\">A &#8216;Casa da Moeda&#8217; de S\u00e3o Paulo<\/h2>\n\n\n\n<p>Usar a express\u00e3o &#8220;opera\u00e7\u00e3o de guerra&#8221; para definir como o modus operandi foi montado \u00e9 empregar o termo em seu sentido literal. E, como costuma acontecer em situa\u00e7\u00f5es do tipo, houve tamb\u00e9m espa\u00e7o para improvisos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu livro, Della Rosa conta que depois da canetada de Toledo, t\u00e9cnicos do governo foram incumbidos de definir todo o plano log\u00edstico \u2014 da maneira mais r\u00e1pida poss\u00edvel. A opera\u00e7\u00e3o contou com a colabora\u00e7\u00e3o de uma empresa paulista do ramo gr\u00e1fico j\u00e1 tradicional em 1932, a Companhia Melhoramentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em reuni\u00e3o ocorrida no Pal\u00e1cio dos Campos El\u00edseos, ent\u00e3o sede do governo paulista, os diretores da firma se comprometeram a colocar o dinheiro em circula\u00e7\u00e3o dentro de cinco dias. Duas toneladas de papel produzidas em Caieiras, na Grande de S\u00e3o Paulo, foram levadas ent\u00e3o, ainda \u00famidas, para a gr\u00e1fica na Lapa, em S\u00e3o Paulo \u2014 o edif\u00edcio, sede da Melhoramentos at\u00e9 hoje, tem seu valor hist\u00f3rico reconhecido; \u00e9 tombado pelo Conpresp, o \u00f3rg\u00e3o municipal de prote\u00e7\u00e3o ao patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo esse tr\u00e2mite ocorreu sob escolta militar, para garantir que nenhuma emboscada inviabilizasse a opera\u00e7\u00e3o. Nas oficinas da Melhoramentos, convertida em &#8220;casa da moeda&#8221; paulista, o dinheiro passou a ser impresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Donato, que trabalhou como rela\u00e7\u00f5es-p\u00fablicas da Melhoramentos, ressalta em seu livro que &#8220;as c\u00e9dulas, quatro polegadas por duas, tinta r\u00f3sea sobre fundo amarelado, anunciavam-se &#8216;Pr\u00f3-Constitui\u00e7\u00e3o&#8217; e ganharam ilustra\u00e7\u00f5es evocando bandeirantes paulista e grandes vultos nacionais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O governo [paulista] justificou essa emiss\u00e3o estadual, face \u00e0s inquieta\u00e7\u00f5es internas, mas teria buscado tamb\u00e9m firmar-se como capacidade de exerc\u00edcio do poder aos olhos dos pa\u00edses aos quais pleiteara o reconhecimento de sua beliger\u00e2ncia, alegando que dispunha &#8216;de poder liberat\u00f3rio, emitido sobre lastro de cheques contra o Banco do Brasil em vista dos recursos do Estado ali existentes&#8221;, acrescenta Donato.<\/p>\n\n\n\n<p>Della Rosa narra uma hist\u00f3ria, com contornos de lenda, sobre a solu\u00e7\u00e3o encontrada para evitar falsifica\u00e7\u00f5es. De acordo com relatos da \u00e9poca, os t\u00e9cnicos do parque gr\u00e1fico requisitaram um pul\u00f4ver de l\u00e3 de uma funcion\u00e1ria, vermelho e verde. Desfiaram-no todo e destro\u00e7aram os fiapos. As milh\u00f5es de part\u00edculas teriam sido misturadas \u00e0 massa do papel, para torn\u00e1-lo \u00e0 prova de c\u00f3pias.<\/p>\n\n\n\n<p>Verdade ou n\u00e3o, nada impossibilitou a a\u00e7\u00e3o de lar\u00e1pios. O dinheiro paulista come\u00e7ou a circular em 20 de julho. Conta-se que menos de 10 dias depois j\u00e1 havia c\u00f3pias piratas na pra\u00e7a. &#8220;A pol\u00edcia identificou e lacrou uma gr\u00e1fica na regi\u00e3o da Ladeira Porto Geral, no centro da cidade. Espalhou-se a hist\u00f3ria, jamais comprovada, de que os meliantes estavam sabotando a economia paulista a mando de Vargas, justamente para invalidar e desacreditar o dinheiro revolucion\u00e1rio&#8221;, narra Della Rosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Donato relata que n\u00e3o foi um caso isolado, mas que houve &#8220;mais de um falsificador&#8221;. &#8220;Para que a economia do estado n\u00e3o ca\u00edsse em total descr\u00e9dito, adotou-se uma solu\u00e7\u00e3o paliativa&#8221;, afirma Della Rosa. &#8220;T\u00e9cnicos da f\u00e1brica de Caieiras foram requisitados e montaram banquinhas no centro da cidade. Em cada ponto, ficava um policial e um t\u00e9cnico. O cidad\u00e3o chegava com um ma\u00e7o de dinheiro e recebia o veredito. Fosse falso, era destru\u00eddo na hora, sem direito a chorumelas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Design-e-simbolismos\">Design e simbolismos<\/h2>\n\n\n\n<p>Mesmo tendo sido planejado a toque de caixa, o dinheiro paulista teve uma concep\u00e7\u00e3o bem-pensada. Della Rosa afirma que era preciso comunicar, nos detalhes, que &#8220;S\u00e3o Paulo n\u00e3o era separatista&#8221;, principalmente &#8220;para rebater o discurso de Vargas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, segundo o pesquisador, as figuras escolhidas para estampar as c\u00e9dulas tinham de ter relev\u00e2ncia, mais do que paulista, nacional. Uma das ef\u00edgies selecionadas, por exemplo, foi a do militar e pol\u00edtico Floriano Peixoto (1839-1895), primeiro vice-presidente e segundo presidente da hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m estamparam notas o militar e pol\u00edtico Lu\u00eds Alves de Lima e Silva (1803-1880), conhecido como Duque de Caxias; o jurista e diplomata Ruy Barbosa (1849-1923); o almirante Joaquim Marques Lisboa (1807-1897), o Marqu\u00eas de Tamandar\u00e9; o almirante Francisco Manuel Barroso da Silva (1804-1882), que conduziu a vit\u00f3ria brasileira na Batalha do Riachuelo; e o general Manuel Lu\u00eds Os\u00f3rio (1808-1879), considerado her\u00f3i da Guerra do Paraguai.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar desse esfor\u00e7o patri\u00f3tico, contudo, n\u00e3o ficaram de fora refer\u00eancias aos bandeirantes, t\u00e3o caros ao imagin\u00e1rio da pr\u00f3pria configura\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria paulista. &#8220;Esses b\u00f4nus [com os bandeirantes neles impressos] s\u00e3o a maior evid\u00eancia do quanto o mito do bandeirante estava sendo mobilizado pela administra\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria para impulsionar uma ades\u00e3o da sociedade paulista ao movimento&#8221;, comenta o historiador Paulo C\u00e9sar Garcez Marins, professor do Museu Paulista da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n\n\n\n<p>Dois personagens foram escolhidos para cumprir tal papel: Domingos Jorge Velho (1641-1705), famoso &#8220;ca\u00e7ador&#8221; de \u00edndios e negros, conhecido como o bandeirante que destruiu o Quilombo dos Palmares; e Fern\u00e3o Dias Paes Leme (1608-1681), considerado um dos mais not\u00f3rios bandeirantes da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A ilustra\u00e7\u00e3o [da c\u00e9dula] com o retrato de Domingos Jorge Velho \u00e9 [uma reprodu\u00e7\u00e3o da imagem de autoria] do Benedito Calixto [(1853-1927)] que pertence ao acervo do Museu Paulista&#8221;, detalha o historiador.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;J\u00e1 a [imagem] do Fern\u00e3o Dias Paes Leme \u00e9 [uma reprodu\u00e7\u00e3o] da escultura do Luigi Brizzolara [(1868-1937)], tamb\u00e9m do Museu Paulista.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A Revolu\u00e7\u00e3o de 1932 foi central para que se vencessem algumas barreiras entre as elites tradicionais, ditas quatrocentonas, e os imigrantes. Uma dessas mudan\u00e7as foi justamente a mobiliza\u00e7\u00e3o dos bandeirantes, que deixavam de ser um s\u00edmbolo distintivo das velhas elites, que descendiam deles, para se tornar s\u00edmbolos da vontade democr\u00e1tica de S\u00e3o Paulo, com base naquelas leituras que se faziam de S\u00e3o Paulo quase como uma rep\u00fablica aut\u00f4noma no per\u00edodo colonial&#8221;, contextualiza Marins.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os bandeirantes, assim, eram vistos como portadores de valores republicanos. Tornavam-se um s\u00edmbolo veiculado para todos os paulistas, n\u00e3o importando se eram de origem antiga ou recente&#8221;, afirma o historiador.<\/p>\n\n\n\n<p>BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA<br>Fonte: BBC Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>08\/07\/2021 Sem dinheiro n\u00e3o se faz nada, nem revolu\u00e7\u00e3o \u2014 era o que acreditavam os paulistas que se insurgiram contra o governo de Get\u00falio Vargas (1882-1954) em 9 de Julho de 1932, no movimento que se tornaria o maior conflito armado brasileiro do s\u00e9culo 20 e entraria para a historiografia como Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932. 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