{"id":853,"date":"2021-07-26T00:20:00","date_gmt":"2021-07-26T00:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=853"},"modified":"2021-07-31T00:22:47","modified_gmt":"2021-07-31T00:22:47","slug":"a-complexa-relacao-dos-japoneses-com-os-robos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/a-complexa-relacao-dos-japoneses-com-os-robos\/","title":{"rendered":"A complexa rela\u00e7\u00e3o dos japoneses com os rob\u00f4s"},"content":{"rendered":"\n<p>26\/07\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em um certo templo budista de 400 anos, os visitantes podem passear por jardins de pedra pac\u00edficos, sentar-se para uma x\u00edcara de ch\u00e1 tranquila e receber ensinamentos budistas de um sacerdote incomum: um androide chamado Mindar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ele tem um rosto sereno e de apar\u00eancia neutra, nem velho nem jovem, nem masculino nem feminino. Al\u00e9m da pele realista que cobre a cabe\u00e7a e a parte superior do tronco, ele parece inacabado e industrial, com tubos e maquin\u00e1rios expostos. Mas Mindar \u00e9 bastante sofisticado quando aborda filosofia, discorrendo sobre um texto budista obscuro chamado Sutra do Cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um sacerdote rob\u00f3tico assim s\u00f3 pode existir mesmo em um lugar como o Jap\u00e3o, neste caso no belo Templo Kodai-ji em Kyoto.<\/p>\n\n\n\n<p>O Jap\u00e3o \u00e9 conhecido h\u00e1 muito tempo como uma na\u00e7\u00e3o que fabrica e se relaciona com rob\u00f4s humanoides com mais entusiasmo do que qualquer outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora essa reputa\u00e7\u00e3o seja frequentemente exagerada no exterior \u2014 casas e empresas japonesas n\u00e3o s\u00e3o densamente povoadas por androides, como not\u00edcias \u00e0s vezes sugerem \u2014 h\u00e1 um fundo de verdade nessa imagem.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Objetos-do-diaadia\">Objetos do dia-a-dia<\/h2>\n\n\n\n<p>Alguns observadores da sociedade japonesa dizem que a religi\u00e3o nativa do pa\u00eds, o xinto\u00edsmo, explica sua predile\u00e7\u00e3o por rob\u00f4s.<\/p>\n\n\n\n<p>O xinto\u00edsmo \u00e9 uma forma de animismo que atribui esp\u00edritos, ou\u00a0<em>kami<\/em>, n\u00e3o apenas aos humanos, mas tamb\u00e9m a animais, paisagens como montanhas e at\u00e9 objetos cotidianos como l\u00e1pis.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Todas as coisas t\u00eam um pouco de alma&#8221;, nas palavras de Bungen Oi, o sacerdote-chefe de um templo budista que realizava funerais para c\u00e3es rob\u00f3ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com essa vis\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica entre humanos, animais e objetos, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o estranho para um rob\u00f4 demonstrar comportamentos semelhantes aos humanos \u2014 ele est\u00e1 apenas mostrando seu tipo particular de&nbsp;<em>kami<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para os japoneses, sempre podemos ver uma divindade dentro de um objeto&#8221;, diz Kohei Ogawa, designer-chefe de Mindar.<\/p>\n\n\n\n<p>O animismo do Jap\u00e3o contrasta com as tradi\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas do Ocidente. Os gregos antigos eram animistas porque viam esp\u00edritos em lugares naturais como riachos, mas consideravam a alma e a mente humanas distintamente separadas e acima do resto da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>As religi\u00f5es abra\u00e2micas (religi\u00f5es como cristianismo, islamismo e judaismo que t\u00eam em comum o personagem b\u00edblico Abra\u00e3o) colocam os humanos em um pedestal ainda mais alto, como a maior cria\u00e7\u00e3o de Deus, os \u00fanicos corpos que possuem almas imortais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os antigos israelitas foram advertidos contra a atribui\u00e7\u00e3o de valor espiritual aos objetos, para que n\u00e3o praticassem a adora\u00e7\u00e3o de \u00eddolos, uma forma de heresia expressamente proibida pelos Dez Mandamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas formas do Isl\u00e3 s\u00e3o especialmente avessas \u00e0 idolatria e pro\u00edbem a cria\u00e7\u00e3o de qualquer imagem de humanos ou animais.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"N\u00e3o-mexa-com-a-natureza\">N\u00e3o mexa com a natureza<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com a vis\u00e3o ocidental tradicional, uma m\u00e1quina que age como uma pessoa est\u00e1 violando os limites naturais, confundindo perigosamente o sagrado e o profano.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa advert\u00eancia \u00e9tica aparece com destaque em mitos modernos sobre tecnologia, como Frankenstein, que deriva muito de sua mensagem moral da B\u00edblia, diz Christopher Simons, professor de Cultura Comparada na Universidade Crist\u00e3 Internacional de T\u00f3quio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O dr. Frankenstein cria outra vida no monstro. \u00c9 como humanos comendo da \u00e1rvore do conhecimento no \u00c9den. Esse \u00e9 o pecado original; como resultado, somos punidos&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>No tr\u00e1gico final da hist\u00f3ria, com o dr. Frankenstein e seu monstro mortos, a li\u00e7\u00e3o \u00e9 clara, diz Simons: &#8220;Cuidado, seres humanos. N\u00e3o assumam o papel de Deus&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A pe\u00e7a teatral tcheca R.U.R., de 1920, que introduziu a palavra &#8220;rob\u00f4&#8221;, \u00e9 repleta de temas religiosos: um personagem cria androides para provar que n\u00e3o h\u00e1 Deus, outro argumenta que os rob\u00f4s devem ter alma e dois rob\u00f4s que se apaixonam s\u00e3o batizados de &#8220;Ad\u00e3o e Eva&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No final da hist\u00f3ria, os rob\u00f4s matam todos os humanos, exceto um.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Um-impulsionador-da-ind\u00fastria\">Um impulsionador da ind\u00fastria<\/h2>\n\n\n\n<p>Alguns pesquisadores dizem que as ra\u00edzes da vis\u00e3o positiva do Jap\u00e3o sobre a tecnologia e sobre os rob\u00f4s em particular s\u00e3o principalmente socioecon\u00f4micas e hist\u00f3ricas, em vez de religiosas e filos\u00f3ficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, o Jap\u00e3o recorreu a novas tecnologias para reconstruir n\u00e3o apenas sua economia, mas tamb\u00e9m sua imagem nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os rob\u00f4s industriais desempenharam um papel importante no renascimento econ\u00f4mico do Jap\u00e3o durante os anos 1960&#8221;, disse Martin Rathmann, um acad\u00eamico japon\u00eas da Universidade de Siegen, na Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em vez de facilitar as r\u00edgidas pol\u00edticas de imigra\u00e7\u00e3o para ajudar com a escassez de m\u00e3o de obra, eles introduziram a automa\u00e7\u00e3o generalizada por meio da rob\u00f3tica.&#8221; Ap\u00f3s automatizar suas pr\u00f3prias linhas de fabrica\u00e7\u00e3o, aumentando a efici\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o, o Jap\u00e3o se tornou um grande exportador de rob\u00f4s industriais para outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando alguns engenheiros deram o salto de rob\u00f4s funcionais e industriais para rob\u00f4s humanoides que interagem com as pessoas, a hist\u00f3ria do Jap\u00e3o provavelmente influenciou a forma como eles s\u00e3o vistos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1649, os governantes militares do Jap\u00e3o haviam proibido o uso de tecnologia para desenvolver novas armas, para evitar o surgimento de novos rivais, segundo pesquisa de Cosima Wagner, pesquisadora da Freie Universit\u00e4t, na Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, os criadores se concentraram em projetos mais in\u00f3cuos, como bonecos mec\u00e2nicos que atuam em teatros de marionetes ou servem ch\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o Jap\u00e3o finalmente se abriu para o contato estrangeiro, dois s\u00e9culos depois, esses h\u00e1beis desenvolvedores de brinquedos tirlharam o caminho da adapta\u00e7\u00e3o da tecnologia ocidental para usos mais pr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1875, por exemplo, o fabricante de bonecas Tanaka Hisashige fundou a Tanaka Seisakusho (Tanaka Engineering Works), a primeira empresa japonesa de engenharia mec\u00e2nica. E, 64 anos depois, em uma grande fus\u00e3o, a empresa tornou-se conhecida como Toshiba.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Vale-da-estranheza\">&#8216;Vale da estranheza&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora os protorrob\u00f4s tenham sa\u00eddo de moda durante a r\u00e1pida moderniza\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o no s\u00e9culo 20, a ideia de seres mec\u00e2nicos como divers\u00f5es pode ter permanecido na consci\u00eancia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Masahiro Mori, o famoso pensador da rob\u00f3tica que cunhou o termo &#8220;vale da estranheza&#8221;, come\u00e7ou a fazer pesquisas sobre rob\u00f4s na d\u00e9cada de 1970, ele achou dif\u00edcil ser levado a s\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A frase, que se refere ao desconforto que sentimos quando confrontados com entidades semelhantes a humanos, parecia em contradi\u00e7\u00e3o com a rela\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o com os rob\u00f4s.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Naquela \u00e9poca, as pessoas n\u00e3o achavam que as universidades deveriam fazer pesquisas sobre rob\u00f4s&#8221;, disse ele em entrevista \u00e0 revista&nbsp;<em>IEEE Spectrum<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eles achavam que era sup\u00e9rfluo trabalhar em um &#8216;brinquedo&#8217;.&#8221; O Jap\u00e3o foi for\u00e7ado a se desmilitarizar durante a ocupa\u00e7\u00e3o americana, e a na\u00e7\u00e3o oficialmente pacifista pouco se esfor\u00e7ou para usar rob\u00f4s como armas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses fatores ajudaram a incutir uma vis\u00e3o geralmente positiva dos rob\u00f4s no Jap\u00e3o do p\u00f3s-guerra. A automa\u00e7\u00e3o industrial proporcionou uma grande vantagem econ\u00f4mica e os rob\u00f4s humanoides eram uma curiosidade in\u00f3cua. O Ocidente, por sua vez, tendia a ter uma vis\u00e3o menos otimista.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Estados Unidos, preocupados com a Guerra Fria, despejaram fundos em rob\u00f3tica para uso militar, o que gerou uma aura de viol\u00eancia sobre o campo.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhadores do Ocidente h\u00e1 muito viam a automa\u00e7\u00e3o como uma amea\u00e7a aos empregos, desde que os luditas destru\u00edram a maquinaria t\u00eaxtil na Inglaterra no final do s\u00e9culo 18 e no in\u00edcio do s\u00e9culo 19.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Superestrela-de-mang\u00e1\">Superestrela de mang\u00e1<\/h2>\n\n\n\n<p>Essas vis\u00f5es divergentes da tecnologia foram reveladas na cultura pop da segunda metade do s\u00e9culo 20.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos personagens japoneses mais influentes dessa \u00e9poca foi Astro Boy, que foi introduzido nos quadrinhos de mang\u00e1 em 1952 e passou a aparecer em livros, programas de TV, filmes e uma ampla gama de mercadorias como bonecos de a\u00e7\u00e3o e figurinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Astro Boy era um androide que usou seus poderes sobre-humanos para o bem e uniu o pa\u00eds em torno de uma mensagem positiva sobre tecnologia \u2014 mesmo que ele n\u00e3o tenha sido originalmente criado para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;De acordo com [o criador do Astro Boy Osamu] Tezuka, ele foi for\u00e7ado a fazer um retrato muito otimista da tecnologia (&#8230;) por sua editora e leitores para dar esperan\u00e7a aos japoneses, que na d\u00e9cada de 1950 ainda sofriam com a destrui\u00e7\u00e3o de guerra e a consci\u00eancia de sua inferioridade tecnol\u00f3gica em rela\u00e7\u00e3o aos vencedores ocidentais da guerra &#8220;, escreve Wagner.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A mensagem de Tezuka de uma cr\u00edtica ao comportamento humano n\u00e3o foi entendida; em vez disso, s\u00f3 o car\u00e1ter amig\u00e1vel de um rob\u00f4 salvador foi idealizado como esperan\u00e7a para o futuro da sociedade japonesa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A mensagem deixou uma marca poderosa em uma gera\u00e7\u00e3o de japoneses, especialmente aqueles que iriam fazer seus pr\u00f3prios androides.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A rob\u00f3tica japonesa \u00e9 impulsionada pelo sonho do Astro Boy&#8221;, de acordo com o engenheiro Yoji Umetani. &#8220;&#8216;Se n\u00e3o houvesse fic\u00e7\u00e3o rob\u00f3tica, n\u00e3o haveria rob\u00f3tica&#8217; \u00e9 o credo de muitos dos principais pesquisadores e desenvolvedores de rob\u00f3tica no Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Desde o col\u00e9gio, eles sonhavam com Astro Boy e se tornaram roboticistas por causa dele.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Ocidente tamb\u00e9m contou algumas hist\u00f3rias positivas sobre rob\u00f4s, mas as mais influentes s\u00e3o sobre as amea\u00e7as que eles representam para a humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;<em>2001:<\/em>&nbsp;Uma Odisseia no Espa\u00e7o, o sistema de computador inteligente Hal se torna desonesto e mata v\u00e1rios dos tripulantes da nave que ele controla. No conto&nbsp;<em>Os andr<\/em><em>o<\/em><em>ides sonham com ovelhas el\u00e9tricas?<\/em>&nbsp;e sua adapta\u00e7\u00e3o para o cinema,&nbsp;<em>Blade Runner<\/em>, androides convincentemente parecidos com humanos se rebelam contra sua escravid\u00e3o at\u00e9 serem ca\u00e7ados e mortos.<\/p>\n\n\n\n<p>O medo do Ocidente de rob\u00f4s foi cristalizado mais fortemente na s\u00e9rie\u00a0<em>Terminator<\/em>(<em>O Exterminador do Futuro<\/em>), na qual a rede de computadores de defesa SkyNet ganha autoconsci\u00eancia, humanos tentam deslig\u00e1-la e a SkyNet usa androides chamados Terminators para travar uma guerra com sucesso contra eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas obras de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ocidentais remetem \u00e0s mesmas advert\u00eancias morais de Frankenstein e R.U.R.: a loucura de criar vida artificial, o paradoxo da impossibilidade de as pessoas coexistirem com nossas cria\u00e7\u00f5es mais sofisticadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, o Jap\u00e3o, menos preocupado com um levante, est\u00e1 ansioso para usar rob\u00f4s para compensar uma escassez aguda de m\u00e3o de obra e lidar com tarefas como cuidar da popula\u00e7\u00e3o idosa em r\u00e1pido crescimento do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Como nos anos do p\u00f3s-guerra, o governo e as empresas est\u00e3o promovendo a automa\u00e7\u00e3o para ajudar a economia, contribuindo para o entusiasmo nacional pelos rob\u00f4s.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas embora Astro Boy tenha ajudado a criar o entusiasmo do Jap\u00e3o pela ideia de rob\u00f4s, ele tamb\u00e9m pode ter contribu\u00eddo para a ambiguidade do pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o a eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Rathmann diz que os japoneses t\u00eam &#8220;s\u00edndrome de Astro Boy&#8221;: eles tendem a imaginar rob\u00f4s humanoides inteligentes, flex\u00edveis e poderosos, mas at\u00e9 agora a rob\u00f3tica da vida real ainda n\u00e3o atendeu \u00e0s suas expectativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele diz que, com base na tecnologia dispon\u00edvel agora, os engenheiros que trabalham em rob\u00f4s para idosos devem se concentrar em fazer dispositivos simples que se integrem perfeitamente em lares, em vez de dispositivos chamativos que s\u00e3o impressionantes, mas caros e pouco pr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, at\u00e9 mesmo os japoneses podem preferir que suas necessidades humanas sejam atendidas por humanos reais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando eu viajei para o Jap\u00e3o, descobri que os centros de sa\u00fade japoneses n\u00e3o est\u00e3o lotados de dispositivos rob\u00f3ticos&#8221;, diz a pesquisadora Marketta Niemela. &#8220;O toque humano \u00e9 apreciado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Astro Boy deu ao Jap\u00e3o uma vis\u00e3o otimista de um futuro rob\u00f3tico. Os japoneses mant\u00eam esse otimismo, mas os rob\u00f4s pertencem, por enquanto, ao futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA<br>Fonte: BBC Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>26\/07\/2021 Em um certo templo budista de 400 anos, os visitantes podem passear por jardins de pedra pac\u00edficos, sentar-se para uma x\u00edcara de ch\u00e1 tranquila e receber ensinamentos budistas de um sacerdote incomum: um androide chamado Mindar. Ele tem um rosto sereno e de apar\u00eancia neutra, nem velho nem jovem, nem masculino nem feminino. 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