{"id":961,"date":"2021-09-13T01:55:00","date_gmt":"2021-09-13T01:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=961"},"modified":"2021-09-17T02:00:13","modified_gmt":"2021-09-17T02:00:13","slug":"carne-ainda-mais-cara-e-pecuaria-mais-poluente-os-efeitos-da-mudanca-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/carne-ainda-mais-cara-e-pecuaria-mais-poluente-os-efeitos-da-mudanca-climatica\/","title":{"rendered":"Carne ainda mais cara e pecu\u00e1ria mais poluente: os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p>13\/09\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem est\u00e1 pagando R$ 40 o quilo em cortes de segunda ou j\u00e1 nem v\u00ea mais carne no prato neste ano de 2021 deve achar que pior do que est\u00e1, a coisa n\u00e3o fica. Mas como no Brasil, diz o ditado, &#8220;no fundo do po\u00e7o tem um al\u00e7ap\u00e3o&#8221;, os cientistas trazem m\u00e1s not\u00edcias: pode ficar muito pior.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O motivo \u00e9 o r\u00e1pido e j\u00e1 percept\u00edvel avan\u00e7o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante dez anos, pesquisadores da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) em Ribeir\u00e3o Preto simularam os efeitos do aumento de temperatura e menor oferta de \u00e1gua sobre a qualidade do pasto, que serve de alimento para mais de 90% do gado de corte brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles constataram que a qualidade das folhas ser\u00e1 severamente afetada pelo aumento de pelo menos 2\u00b0C esperado nas temperaturas nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, vai ser mais dif\u00edcil engordar o gado, ou ser\u00e1 preciso complementar a alimenta\u00e7\u00e3o dos animais &#8220;a cocho&#8221; \u2014 express\u00e3o usada pelos pecuaristas para a nutri\u00e7\u00e3o do gado em confinamento, geralmente feita com gr\u00e3os como milho, soja e sorgo \u2014 o que tende a reduzir a oferta ou encarecer ainda mais a carne bovina.<\/p>\n\n\n\n<p>E talvez ainda mais grave: o pasto com menos prote\u00edna e mais lignina (um componente indiger\u00edvel pelos animais) pode levar os bois a produzirem ainda mais metano no seu processo digestivo. Com isso, uma atividade que j\u00e1 \u00e9 considerada atualmente uma &#8220;vil\u00e3&#8221; do clima pode contribuir ainda mais para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, num ciclo vicioso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro processo pernicioso, o aumento de temperaturas deve fazer o gado precisar de ainda mais \u00e1gua para se refrescar, num ambiente onde a oferta do l\u00edquido ser\u00e1 mais restrita.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, o recado dos cientistas \u00e9 un\u00e2nime: \u00e9 preciso atuar j\u00e1 para mitigar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, melhorar o uso dos recursos h\u00eddricos pela agropecu\u00e1ria e desenvolver novas forrageiras (como s\u00e3o chamadas as plantas usadas na alimenta\u00e7\u00e3o animal) mais resistentes ao calor e \u00e0 falta de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>A boa not\u00edcia, diz a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria), \u00e9 que o pa\u00eds j\u00e1 tem experi\u00eancia no assunto, pois produz prote\u00edna animal no semi\u00e1rido, que \u00e9 uma esp\u00e9cie de &#8220;microcosmo&#8221; do que ser\u00e1 um Brasil futuro mais quente e com menos chuva.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"O-gado-e-a-grama-\">O gado e a grama<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;L\u00e1 na USP Ribeir\u00e3o Preto, n\u00f3s temos uma estrutura montada para simular o clima futuro. Basicamente: o incremento do CO2 [g\u00e1s carb\u00f4nico, principal respons\u00e1vel pelo efeito-estufa], o aumento da temperatura e a falta de \u00e1gua&#8221;, conta o professor Carlos Alberto Martinez Y Huaman, do departamento de Biologia da USP em Ribeir\u00e3o Preto, no interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nosso objetivo principal foi fazer uma simula\u00e7\u00e3o de como as pastagens poderiam responder \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u2014 ao aumento da temperatura em 2\u00b0C, ao aumento do CO2 em 50% e \u00e0 restri\u00e7\u00e3o h\u00eddrica&#8221;, explica o pesquisador. &#8220;Escolhemos para come\u00e7ar duas forrageiras brasileiras, uma gram\u00ednea e uma leguminosa, que foram cultivadas nesses ambientes modificados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>E o que os pesquisadores encontraram nesses dez anos de estudos?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Encontramos o seguinte: o aumento de temperatura e a falta de \u00e1gua s\u00e3o muito prejudiciais para os pastos. N\u00e3o somente para a produ\u00e7\u00e3o de biomassa, mas tamb\u00e9m para a qualidade das folhas, que \u00e9 a parte da planta que o gado come&#8221;, diz Martinez, lembrando que os pastos ocupam no Brasil cerca de 160 milh\u00f5es de hectares \u2014 uma \u00e1rea equivalente ao Ir\u00e3 e maior do que todo o Estado do Amazonas, a maior unidade federativa brasileira em territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto a produ\u00e7\u00e3o de carne, como a de leite, dependem do acesso do gado a pastos de boa qualidade e em boa quantidade. &#8220;Quando aumenta a temperatura e chove menos, as plantas v\u00e3o produzir menos folhas e a qualidade da folha tamb\u00e9m muda: come\u00e7a a cair o teor de prote\u00edna \u2014 n\u00f3s encontramos uma queda entre 20% e 30%.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com menos prote\u00edna e mais lignina \u2014 um pol\u00edmero que o gado n\u00e3o consegue digerir \u2014, o aproveitamento do pasto pelo gado cai. Assim, ele ganha menos peso. Para compensar, o gado vai ter que comer mais folha, mais pasto, ou o pecuarista vai ter que dar suplemento alimentar, se n\u00e3o o gado n\u00e3o engorda&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;E se aumenta o teor de lignina, pode haver maior emiss\u00e3o de metano, um g\u00e1s do efeito estufa que tem 20 vezes mais efeito de aquecimento que o CO2. Ent\u00e3o pode causar mais problemas para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;, alerta o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica tamb\u00e9m se altera a microbiota do solo \u2014 microbiota \u00e9 o nome que se d\u00e1 aos microrganismos que vivem em um ambiente. &#8220;Surgem fungos patog\u00eanicos que causam doen\u00e7as nas plantas, isso \u00e9 ruim para elas e para a produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da emiss\u00e3o de metano, tamb\u00e9m podem aumentar as emiss\u00f5es de \u00f3xido nitroso, um g\u00e1s que tem 300 vezes mais efeito de aquecimento que o CO2.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando se altera o ambiente e \u00e9 aplicado, por exemplo, um adubo nitrogenado no pasto, pode haver uma perda grande de nitrog\u00eanio na forma de \u00f3xido nitroso. Isso tem impacto nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, contribuindo para o aquecimento global&#8221;, explica o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"Pre\u00e7o-da-carne-e-desigualdade-social-\">Pre\u00e7o da carne e desigualdade social<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre as solu\u00e7\u00f5es para mitigar o problema, Martinez enumera: o uso de plantas mais resistentes \u00e0 seca, a fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica do nitrog\u00eanio (feita atrav\u00e9s de bact\u00e9rias colocadas junto com as sementes que fixam o componente qu\u00edmico no solo) e a recupera\u00e7\u00e3o de pastos degradados para evitar o avan\u00e7o do desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m defende o incentivo ao m\u00e9todo de produ\u00e7\u00e3o chamado ILPF (integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria-floresta), que inclusive ajuda no controle de temperatura na cria\u00e7\u00e3o dos animais, que podem recorrer \u00e0 sombra das \u00e1rvores para se proteger, diminuindo consequentemente a necessidade de consumo de \u00e1gua pelo gado num futuro que ser\u00e1 mais quente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 preciso que a informa\u00e7\u00e3o chegue aos produtores, aos tomadores de decis\u00e3o, para que vejam que o problema j\u00e1 est\u00e1 acontecendo. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e os eventos extremos est\u00e3o ocorrendo dia a dia&#8221;, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se n\u00e3o tomarmos medidas para enfrentar essa situa\u00e7\u00e3o, o pre\u00e7o da carne e do leite vai subir, para compensar o aumento de custo que os pecuaristas ter\u00e3o com a piora da qualidade do pasto. \u00c9 um problema social, econ\u00f4mico e cient\u00edfico&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se vislumbrar esse futuro de pre\u00e7os ainda mais altos, \u00e9 preciso levar em conta que o consumo de carne \u00e9 um importante marcador de desigualdade social no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo um estudo de pesquisadores do IFMG (Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia de Minas Gerais), com base em dados da POF do IBGE (Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), o consumo m\u00e9dio per capita anual de carne bovina entre 2008 e 2009 era de 17,61 kg para as classes com rendimento acima de R$ 6,2 mil, sendo 11,33 kg de carne de primeira e 6,28 kg de carne de segunda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as classes com renda at\u00e9 R$ 830, o consumo m\u00e9dio por pessoa anual era de 8,88 kg, sendo 6,03 kg de carne de segunda e 2,85 kg de carne de primeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja: um futuro em que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas torne as carnes ainda mais caras deve aprofundar a desigualdade no acesso \u00e0s prote\u00ednas mais nobres.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O que estava previsto para acontecer at\u00e9 2050, 2100, agora se espera que aconte\u00e7a at\u00e9 2030, 2040. As estimativas mais pessimistas j\u00e1 falam que podemos chegar em cinco anos a [um aumento de temperatura de] 1,5\u00b0C, que \u00e9 o limite do Acordo de Paris&#8221;, alerta Martinez.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Normalmente, aqui no Brasil, a \u00e9poca de seca durava entre dois e quatro meses. Se a seca dura cinco, seis, oito meses, n\u00e3o h\u00e1 forma de cultivar plantas. Isso cria um cen\u00e1rio bastante pessimista na produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria e agr\u00edcola. E temos que ter consci\u00eancia de que isso \u00e9 um problema s\u00e9rio de seguran\u00e7a alimentar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"\u00c1gua-como-quest\u00e3ochave-\">\u00c1gua como quest\u00e3o-chave<\/h2>\n\n\n\n<p>Gherman Araujo, pesquisador da Embrapa Semi\u00e1rido, destaca que, com o aumento esperado da temperatura nos pr\u00f3ximos anos, os animais podem demandar um consumo de \u00e1gua entre duas e quatro vezes maior para manter a temperatura de seus corpos sob controle.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o consumo de \u00e1gua pelos animais varia de 2% a 6% do seu peso vivo. Isso significa que um boi de cerca de 500 kg ingere pelo menos 20 litros de \u00e1gua por dia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O componente \u00e1gua \u00e9 o principal dentro do sistema de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1rio e o que mais ser\u00e1 afetado [pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas]&#8221;, destaca Araujo. &#8220;Sem \u00e1gua n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de se ter qualquer tipo de produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna animal ou vegetal.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a elabora\u00e7\u00e3o do PNHS (Plano Nacional de Seguran\u00e7a H\u00eddrica), a ANA (Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas) identificou que os riscos diretos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o animal por &#8220;fragilidades no balan\u00e7o entre oferta e demanda de \u00e1gua&#8221; j\u00e1 alcan\u00e7am R$ 29,86 bilh\u00f5es, podendo somar R$ 44,57 bilh\u00f5es em 2030, conforme informou o coordenador de estudos setoriais da ANA, Thiago Fontenelle, durante simp\u00f3sio promovido pela Embrapa no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso \u00e9 muito s\u00e9rio e pode afetar todas as cadeias de produ\u00e7\u00e3o animal, desde su\u00ednos, aves, at\u00e9 os ruminantes caprinos, ovinos e bovinos de leite e de corte&#8221;, diz o pesquisador. &#8220;At\u00e9 porque esses animais dependem para sua nutri\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os ser\u00e1 afetada \u2014 haver\u00e1 uma competi\u00e7\u00e3o natural entre a demanda de gr\u00e3os para consumo humano e para atender o consumo dos animais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 preciso que a zootecnia atue trazendo solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para mitigar os efeitos da altera\u00e7\u00e3o do clima&#8221;, defende o especialista da Embrapa. &#8220;A regi\u00e3o semi\u00e1rida pode ser uma refer\u00eancia para como se produzir e ser eficiente num ambiente onde haja aumento de temperatura e menor disponibilidade h\u00eddrica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Araujo, o semi\u00e1rido tem a ensinar t\u00e9cnicas diversas de capta\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1gua; o uso de esp\u00e9cies vegetais altamente eficientes no uso do l\u00edquido, como a palma forrageira, um cacto utilizado na alimenta\u00e7\u00e3o animal; al\u00e9m de animais tolerantes a altas temperaturas e eficientes no consumo de alimentos de baixa qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s temos muito o que ofertar como alternativas em um ambiente menos favor\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a temperatura e precipita\u00e7\u00e3o. O semi\u00e1rido vai ser olhado na busca por solu\u00e7\u00f5es para a adapta\u00e7\u00e3o de outros biomas. N\u00e3o tenha d\u00favida disso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA<br>Fonte: BBC Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>13\/09\/2021 Quem est\u00e1 pagando R$ 40 o quilo em cortes de segunda ou j\u00e1 nem v\u00ea mais carne no prato neste ano de 2021 deve achar que pior do que est\u00e1, a coisa n\u00e3o fica. 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