{"id":973,"date":"2021-09-17T12:34:00","date_gmt":"2021-09-17T12:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/?p=973"},"modified":"2021-09-18T12:38:49","modified_gmt":"2021-09-18T12:38:49","slug":"open-banking-entenda-por-que-quem-tem-nome-sujo-tera-mais-chances-de-conseguir-credito-com-o-novo-sistema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsanderluizqueirozsilva.com.br\/index.php\/open-banking-entenda-por-que-quem-tem-nome-sujo-tera-mais-chances-de-conseguir-credito-com-o-novo-sistema\/","title":{"rendered":"Open banking: entenda por que quem tem &#8216;nome sujo&#8217; ter\u00e1 mais chances de conseguir cr\u00e9dito com o novo sistema"},"content":{"rendered":"\n<p>17\/09\/2021<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas dizem que avalia\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito ter\u00e1 foco maior nas transa\u00e7\u00f5es que no hist\u00f3rico do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ter o \u201cnome sujo\u201d, no Brasil, \u00e9 sin\u00f4nimo de ser mau pagador. O consumidor assim classificado tem acesso restrito a cr\u00e9dito no mercado, ou seja, dificilmente consegue contratar um empr\u00e9stimo, fazer uma compra parcelada ou adquirir um cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Todavia,\u00a0<strong>especialistas apontam que a implementa\u00e7\u00e3o do\u00a0open banking\u00a0tende a flexibilizar a situa\u00e7\u00e3o dos inadimplentes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Open banking \u00e9 o novo sistema do\u00a0Banco Central (Bacen)\u00a0que permite o compartilhamento de dados banc\u00e1rios dos consumidores entre as institui\u00e7\u00f5es financeiras.\u00a0\u00c9 o pr\u00f3prio consumidor que define quais dados autoriza compartilhar,\u00a0al\u00e9m de definir o prazo no qual essas informa\u00e7\u00f5es ficar\u00e3o dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>A restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito n\u00e3o integra a lista de informa\u00e7\u00f5es que podem ser compartilhadas no open banking. Isso porque os bir\u00f4s de cr\u00e9dito, como s\u00e3o chamados os bancos de dados de \u201cnomes sujos\u201d no pa\u00eds, n\u00e3o fazem parte das institui\u00e7\u00f5es participantes do novo sistema.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cS\u00f3 podem participar do open banking as institui\u00e7\u00f5es reguladas pelo Banco Central. Os bir\u00f4s n\u00e3o s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es financeiras, nem institui\u00e7\u00f5es de pagamento, por isso est\u00e3o fora desse novo sistema\u201d, explicou Leonardo Enrique, head de open banking da\u00a0Serasa Experian, um dos principais bancos de dados de restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito no Brasil.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Os bir\u00f4s s\u00e3o alimentados por bancos e empresas dos mais variados segmentos que enviam a eles os dados dos clientes inadimplentes. O envio da informa\u00e7\u00e3o de inadimpl\u00eancia faz com que o Cadastro de Pessoa F\u00edsica (CPF) do consumidor seja negativado at\u00e9 que a d\u00edvida seja paga. Se o d\u00e9bito n\u00e3o for quitado, o registro \u00e9 mantido pelo prazo de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O open banking n\u00e3o altera em nada o funcionamento dos bir\u00f4s, incluindo o prazo de negativa\u00e7\u00e3o do CPF inadimplente. Segundo Enrique, essa informa\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 sendo usada pelos bancos e institui\u00e7\u00f5es financeiras na hora de analisar a concess\u00e3o de cr\u00e9dito ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista da Serasa aponta, por\u00e9m, que a transpar\u00eancia dada \u00e0s informa\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias por meio do open banking permitir\u00e1 uma an\u00e1lise mais profunda da capacidade de pagamento da pessoa, ampliando as chances dela conseguir dinheiro emprestado no mercado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cO open banking oferece mais uma camada de informa\u00e7\u00f5es que as institui\u00e7\u00f5es financeiras v\u00e3o ter para analisar aquele cliente. Ele traz a oportunidade de olhar a capacidade financeira da pessoa como um todo. Ela pode estar com o nome sujo, mas tem uma movimenta\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria satisfat\u00f3ria, por exemplo, para ter acesso \u00e0quele cr\u00e9dito que solicita\u201d, apontou Enrique.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Rog\u00e9rio Cardozo, diretor executivo da Simplic \u2013 fintech norte-americana dedicada \u00e0 concess\u00e3o de empr\u00e9stimos no Brasil desde 2014 \u2013 tamb\u00e9m aponta que o novo sistema do Bacen tende a permitir que os consumidores inadimplentes consigam cr\u00e9dito no mercado, seja por meio de um cart\u00e3o de cr\u00e9dito com limite pr\u00e9-aprovado ou, at\u00e9 mesmo, de um financiamento habitacional.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cEu n\u00e3o vejo o open banking impactando negativamente a situa\u00e7\u00e3o de quem nem nome sujo. Ao contr\u00e1rio, o que eu vejo \u00e9 valor agregado com acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es transacionais do consumidor, j\u00e1 que as institui\u00e7\u00f5es poder\u00e3o consultar desde o extrato banc\u00e1rio \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o do cart\u00e3o de cr\u00e9dito dele\u201d, diz.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Cardozo enfatiza que \u201cessa camada transacional vai permitir modelos mais aderentes por parte de quem oferta o cr\u00e9dito\u201d. Ou seja, as institui\u00e7\u00f5es financeiras ter\u00e3o informa\u00e7\u00f5es adicionais sobre a capacidade de pagamento de cada cliente e poder\u00e3o, a partir delas, oferecer modalidades de cr\u00e9dito diferenciadas para cada perfil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cToda informa\u00e7\u00e3o adicional sempre ajuda na tomada de decis\u00e3o. Tem institui\u00e7\u00f5es que querem tomar mais riscos, outras que querem tomar menos. Ent\u00e3o, com o open banking se consegue botar mais gente neste mercado de cr\u00e9dito\u201d, destacou Cardozo.<\/p>\n\n\n\n<h2>&#8216;Mapa da inadimpl\u00eancia&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) apontou que,\u00a0em agosto, a inadimpl\u00eancia atingiu novo recorde no Brasil. Ao final do oitavo m\u00eas do ano, 72,9% das fam\u00edlias possu\u00edam alguma d\u00edvida. Trata-se do maior percentual \u00e9 o maior desde 2010, quando teve in\u00edcio a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic). O recorde anterior (71,4%) havia sido registrado em julho.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os dados mais recentes da Serasa Experian mostram que, at\u00e9 julho, cerca de 62,2 milh\u00f5es de brasileiros estavam com o nome sujo, contingente que corresponde a aproximadamente 30% de toda a\u00a0popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, estimada em 213 milh\u00f5es\u00a0na \u00faltima proje\u00e7\u00e3o divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o levantamento da Serasa, entre janeiro e abril a inadimpl\u00eancia aumentou em cerca de 2%, atingindo cerca de 63 milh\u00f5es de brasileiros. Desde ent\u00e3o esse n\u00famero vem se reduzindo mensalmente, acumulando queda de 1,2% no per\u00edodo &#8211; entre junho e julho a varia\u00e7\u00e3o foi de -0,46%. J\u00e1 na compara\u00e7\u00e3o com julho do ano passado, houve queda de 2% no n\u00famero de consumidores com o CPF negativado no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;Mapa da Inadimpl\u00eancia&#8221; tra\u00e7ado pela Serasa em julho revela que:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>as mulheres s\u00e3o maioria (50,1%) entre os brasileiros inadimplentes;<\/li><li>elas tamb\u00e9m s\u00e3o maioria (54%) entre aqueles que negociaram a d\u00edvida;<\/li><li>a maioria (35,5%) dos inadimplentes tem entre 26 e 40 anos de idade;<\/li><li>a 2\u00aa maior propor\u00e7\u00e3o de inadimplentes (35,3%) tem entre 41 e 60 anos;<\/li><li>a maior parte das d\u00edvidas (29%) s\u00e3o com bancos ou cart\u00f5es de cr\u00e9dito;<\/li><li>servi\u00e7os b\u00e1sicos (\u00e1gua, luz e g\u00e1s) representam 23,59% do total de d\u00edvidas;<\/li><li>a inadimpl\u00eancia no varejo (13,09%) aparece em terceiro lugar no ranking;<\/li><li>SP concentra o maior n\u00famero de inadimplentes (14,75 milh\u00f5es, 23,7% do total);<\/li><li>RJ aparece no 2\u00ba lugar do ranking, com 6,09 milh\u00f5es, ou 9,6% do total;<\/li><li>MG ocupa a 3\u00aa posi\u00e7\u00e3o, com 5,76 milh\u00f5es de inadimplentes, ou 9,2% do total;<\/li><li>BA (3,98 milh\u00f5es ou 6,4%) e PR (3,24 milh\u00f5es ou 5,2%) ocupam a 4\u00aa e a 5\u00aa posi\u00e7\u00e3o;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2>Como limpar o nome<\/h2>\n\n\n\n<p>Quem tem o nome sujo s\u00f3 tem duas op\u00f5es para regularizar a situa\u00e7\u00e3o: pagar o que deve, ou esperar o prazo de prescri\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, a partir do qual ela n\u00e3o pode mais ser cobrada \u2013 o que pode levar at\u00e9 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quitar a d\u00edvida, \u00e9 preciso procurar diretamente a empresa a credora da d\u00edvida e tentar renegociar o pagamento. Muitas empresas oferecem facilidades para os inadimplentes regularizarem a situa\u00e7\u00e3o, como o parcelamento do d\u00e9bito ou at\u00e9 a retirada de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA<br>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>17\/09\/2021 Especialistas dizem que avalia\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito ter\u00e1 foco maior nas transa\u00e7\u00f5es que no hist\u00f3rico do consumidor. Ter o \u201cnome sujo\u201d, no Brasil, \u00e9 sin\u00f4nimo de ser mau pagador. 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